COMBAT RECORDS: gravadora retorna à ativa com foco na América do Sul
Postado em 13/08/2026


O universo da música pesada recebe o retorno de uma de suas marcas mais emblemáticas: a Combat Records está oficialmente de volta e passa por uma ampla reestruturação com o objetivo de reposicionar o selo no mercado internacional. Fundada em 1982, em Nova York, a gravadora desempenhou papel relevante na consolidação do Thrash Metal e de vertentes agressivas ao redor do mundo, tendo lançado ou impulsionado trabalhos de nomes como Megadeth, Exodus, Nuclear Assault, Circle Jerks e Helstar. Desde janeiro de 2026, os produtores independentes Alexander Stojak e Robert Dujmusic assumiram o controle da empresa e conduzem a nova fase diretamente de Göttingen, na Alemanha.

A reformulação contempla operações voltadas à distribuição, edição musical, marketing e realização de eventos, estabelecendo uma estrutura destinada a ampliar a presença internacional da Combat Records. Entre as prioridades está o mercado sul-americano, considerado estratégico pela companhia, que mantém uma parceria direta com o Bangers Open Air, em São Paulo. O planejamento também inclui alianças com a Edel e a Kontor New Media na área de distribuição, além da colaboração com a Konic Records para gestão editorial. “Nosso desejo é honrar a grande história desta gravadora e dar oportunidade tanto a novos talentos promissores quanto a bandas já consolidadas”, afirma o CEO Alexander Stojak, destacando a intenção de recolocar o selo independente em posição de relevância no segmento.

A estratégia não se limita aos lançamentos fonográficos. Aproveitando conexões estabelecidas com os setores cinematográfico e de videogames, a Combat Records pretende oferecer aos artistas de seu casting oportunidades de sincronização e licenciamento, permitindo que suas músicas sejam utilizadas em filmes e jogos. Para Robert Dujmusic, também CEO da empresa, a aquisição representa um projeto de longo prazo. “A oportunidade de assumir a Combat Records foi única; não pensamos duas vezes”, explica. Segundo o executivo, a receptividade obtida desde o início da iniciativa reforça a confiança na possibilidade de reconstruir a relevância da marca dentro das cenas de Metal e Punk Rock.

David Ellefson, ex-baixista do Megadeth e músico que anteriormente participou da preservação e revitalização da Combat Records, também manifestou apoio à nova administração. “É reconfortante saber que a marca Combat Records está em boas mãos e que continuará ativa e próspera”, declarou. Paralelamente, a gravadora já prepara sua primeira série de lançamentos, reunindo artistas veteranos e representantes da nova geração. Detalhes sobre os próximos álbuns, iniciativas na América do Sul e futuras ações de marketing deverão ser apresentados em breve, dando início à nova etapa de uma marca que pretende recuperar seu espaço histórico no mercado da música pesada.

 
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