Artista: Gloryhammher
País: Reino Unido
Single: Die with a Sword in My Hand
Gravadora: Napalm Records
Licenciamento: Indisponível
Versão: Digital
Ano de Lançamento: 2026
A banda inglesa GLORYHAMMER vem ganhando certa relevância no mercado europeu com o seu Power Metal épico, balizado em uma narrativa única, de personagens marcantes e bastante cafonice nos visuais escrachados, coloridos e para lá de infantis. Com o vocalista Angus McFife XIII – Crown Prince of Fife, ganhou notoriedade, principalmente com o lançamento do seu maior clássico até aqui “Legends from Beyond the Galactic Terrorvortex” (2019), mas, após a saída do cara em 2021, procura se provar com o seu competente substituto cipriota, Angus McFife II (Eons Enthroned, Planeswalker).
Com a disponibilização de “Return to the Kingdom of Fife” (2023), primeiro título já contando com o atual cantor, o quinteto manteve inalterado o estilo que aperfeiçoa desde os seus primórdios, mas o fato é que, apesar de ter se saído muito bem, Angus McFife II acabou levando o GLORYHAMMER para uma prateleira repleta de genéricos e enlatados que pouco ou quase coisa alguma acrescentam ao gênero. Então, sim, o antecessor fez e continua fazendo muita falta, como constatamos neste recente single “Die with a Sword in My Hand”, segundo extraído do seu vindouro full-length “Space 1993: Wrath of Kor-Virliath”, confirmado para outubro via Napalm Records.
“Die with a Sword in My Hand” segue a construção já explorada à exaustão pelo GLORYHAMMER, com seus andamentos rápidos, refrões grandiloquentes e os teclados de Zargothrax, Dark Emperor of Dundee constantemente à frente. A temática gira em torno de uma batalha intergaláctica envolvendo Angus McFife V, Aberdeen e as forças demoníacas de Kor-Virliath. Para quem já acompanha este universo particular, sentir-se-á contemplado com a continuação direta da saga, mas, se você for marinheiro de primeira viagem, ficará boiando. Este foi o meu caso, pois a minha experiência com a equipe de guerreiros liderada por Angus McFife V foi superficial, e agora não será diferente, em absoluto.
Com produção assinada pelo experiente Jacob Hansen, no Hansen Studios, “Die with a Sword in My Hand” soa robusta e completamente inteligível em todos os seus aspectos. Apenas o fator das orquestrações assumirem o protagonismo na maior parte da composição me cansou, de certa forma, mas nada que tenha ultrapassado as quatro linhas do que o segmento impõe. Sendo assim, não me sinto nem no direito de reclamar sobre algo que eu já meio que sabia que encontraria. Os fãs do Powerwolf, Sabaton e congêneres irão gostar, ainda que devam assumir que o GLORYHAMMER não possui a mesma classe dos exemplos aqui mencionados.
Formação:
Angus McFife II (vocalista)
Zargothrax (guitarrista, tecladista)
Ser Proletius (guitarrista)
The Hootsman (baixista)
Ralathor (baterista)
Tracklist:
01. Die with a Sword in My Hand
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