Artista: Wolfsbane
País: Inglaterra
Álbum: Genius
Gravadora: Independente
Licenciamento: Indisponível
Versão: Digital
Ano de Lançamento: 2022
O carismático Blaze Bayley ganhou projeção mundial ao integrar o Iron Maiden entre 1995 e 1998, intervalo em que participou dos discos “The X Factor” (1995) e “Virtual XI” (1998). Antes disso, sua trajetória já estava bem consolidada ao lado do WOLFSBANE, responsável por movimentar o circuito europeu com um Hard Rock irreverente, direto e carregado de sarcasmo.
Após deixar o Maiden, Bayley iniciou uma carreira solo consistente e, ocasionalmente, voltou a se reunir com seus antigos parceiros para shows pontuais e pequenas turnês. Foi justamente em um desses reencontros que surgiu, em 2012, “Wolfsbane Save the World”, deixando claro que a banda ainda preservava uma base fiel de admiradores. Dez anos depois, Blaze, Jase, Jeff e Steve retomaram a parceria criativa e compuseram um novo repertório, reunido em “Genius”.
Antes de entrar no conteúdo musical de “Genius”, vale destacar uma curiosidade que, confesso, me agradou bastante: a capa voltou a ser assinada pelo ilustrador Simon “Mackie” Piasecki, o mesmo responsável pelos projetos gráficos do clássico EP “All Hell’s Breaking Loose Down At Little Kathy Wilson’s Place” (1990) e do full-length seguinte, “Down Fall the Good Guys” (1991). É positivo ver que o quarteto segue valorizando sua própria história — algo cada vez menos comum dentro desse segmento.
“Genius” resgata o espírito tradicional do WOLFSBANE, sem experimentalismos, desvios estilísticos ou tentativas artificiais de modernização. E, sinceramente, se isso for interpretado como falta de ousadia por parte de alguns, não vejo problema algum. O registro funciona muito bem, diverte do começo ao fim e mostra Blaze cantando de forma segura e confortável ao longo de 10 faixas. Arrisco afirmar, inclusive, que esta é sua performance mais consistente desde o LP solo “The Man Who Would Not Die” (2008).
Quem já conhece “Live Fast, Die Fast” (1989), “Down Fall the Good Guys” (1991) e o próprio “Wolfsbane Save the World” sabe exatamente o que vai encontrar aqui. A fórmula permanece intacta, algo perceptível logo nos primeiros segundos da intensa “Spit It Out” e, na sequência, no refrão extremamente contagiante de “Zombies”, que, para mim, figura entre as composições mais inspiradas deste lançamento.
“Impossible Love”, “Small Town Kisses” e “Rock City Nights” também merecem destaque, especialmente por representarem os momentos mais festivos e energéticos da bolachinha. Embora eu aprecie passagens mais pesadas, como “Rock the Boat”, fica claro que o quarteto brilha mesmo quando aposta em uma postura mais leve e descontraída. “Things Are Getting Better” segue essa mesma linha e funciona bem, ainda que não alcance o mesmo nível da trinca citada.
O encerramento fica por conta da já esperada balada — a única da tracklist — intitulada “I Was Born in ’69”. A faixa tenta se aproximar da linguagem do The Beatles e até cumpre esse objetivo, mas não supera experiências semelhantes do próprio grupo em trabalhos anteriores. Mesmo com esse final mais discreto, considero a audição extremamente prazerosa e saio com a impressão de que Blaze Bayley ainda tem muito a entregar dentro do Hard Rock.
Formação:
Blaze Bayley (vocalista)
Jase “The Ace” Edwards (guitarrista)
Jeff Hateley (baixista)
Steve “Danger” Ellett (baterista)
Tracklist:
01. Spit it Out
02. Zombies
03. Impossible Love
04. Rock the Boat
05. Small Town Kisses
06. Things are Getting Better
07. Good Time
08. Rock City Nights
09. Running Wild
10. I Was Born In ’69
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