Hoje, os pioneiros noruegueses do Metal, VREID, lançam seu novo single, “Loving the Dead”, com participações da banda Djerv e do ícone do Jackass, Chris Pontius. A faixa integra o próximo álbum, “The Skies Turn Black”, com lançamento marcado para 6 de março, via Indie Recordings.
Algumas colaborações só parecem inevitáveis quando vistas em retrospecto. Um encontro casual, uma fascinação em comum pelos cantos mais sombrios da arte e da cultura, além da disposição para ir além das expectativas, convergiram em “Loving the Dead”, resultando em uma das colaborações mais inesperadas do Metal neste ano.
O videoclipe que acompanha o single, dirigido por Ulvar Gansum e filmado dentro de uma igreja em Oslo, dilui as fronteiras entre videoclipe e curta-metragem psicológico. Servindo como o último single antes do lançamento de “The Skies Turn Black”, a faixa combina a sonoridade crua e atmosférica do VREID com a intensidade assombrosa da vocalista do Djerv, Agnete Kjølsrud.
O vídeo acompanha o personagem de Pontius enquanto ele sai do caos de um bar e entra em um universo quase ritualístico, sendo conduzido pela presença de Kjølsrud, que soa quase como a de uma sereia. Cercado por figuras mascaradas, ele passa por uma lenta transformação, até finalmente abraçar a escuridão e tornar-se parte dela.
“Queríamos criar algo cinematográfico e inesperado”, afirma o guitarrista do VREID, Jarle Kvåle. “Não apenas um vídeo de performance, mas uma jornada visual.”
A presença de Pontius adiciona um cruzamento incomum, mas natural. Conhecido mundialmente por seu humor caótico, ele traz vulnerabilidade e desconforto ao papel, criando um contraste marcante tanto com sua imagem pública quanto com o cenário ritualístico. “Não pareceu estranho em nenhum momento”, comenta Pontius sobre sua atuação. “Pareceu natural.”
Em vez de uma participação especial tradicional, a colaboração soa como uma descida conjunta a uma mesma paisagem sombria. Coescrita e com vocais interpretados por Kjølsrud, “Loving the Dead” convida mais à interpretação do que à explicação. A letra transita por um mundo interior surreal, no qual a escuridão e o discurso autodestrutivo dominam, tocando no momento em que a resistência dá lugar ao instinto de sobrevivência. Ainda assim, um contraponto silencioso percorre a canção: o amor continua presente — apenas mais difícil de enxergar.
Inspirada, em parte, pela fascinação compartilhada entre VREID e Djerv pelo universo de David Lynch, a música foi concebida para deixar espaço para que o ouvinte construa o seu próprio significado.
Notícia mais antiga: NONPOINT: confirmada turnê norte-americana com as participações de SOiL e Sumo Cyco »






