– Atualmente a VARTROY faz parte do cast da MS Metal Agency Brasil. Como tem sido essa parceria até aqui?
R: Tem sido uma experiência muito bacana e saudável até aqui. O pessoal acredita bastante no potencial da VARTROY e tem nos ajudado muito.
– O álbum “Anomaly Reimagined” foi lançado e confesso que já esperava por algo assim vindo de vocês. Qual a razão para terem gravado esse material nesta fase da carreira?
R: O timing e a conquista de um milestone importante, que passa a definir com mais exatidão a identidade sonora da VARTROY. É literalmente uma virada de página, um novo capítulo em toda essa história.
– Eu particularmente acho o som da banda incrível, mas gostaria de saber como vocês se enxergam, como se rotulam. Onde vocês acham que a banda se encaixa no mercado atual?
R: Hoje, eu costumo dizer que fazemos um Rock/Metal sem frescura. Lá no começo, em 2004, existia um molde bem definido, mais voltado à linha da NWOBHM, mas agora não há rótulos. Se a música pede algo mais pesado, moderno, alternativo, punk ou até melódico — que seja! O importante é que cada faixa traduza, com sinceridade, aquilo que precisa ser expressado. Particularmente, eu gostaria que a VARTROY não fizesse parte de uma única bolha, e talvez essa diversidade nas composições nos permita justamente isso. No passado, havia uma preocupação maior em se encaixar no mercado e tentar se posicionar dentro dele, mas hoje, na fase atual, isso foi deixado de lado. O foco está na identidade sonora, na autenticidade e, principalmente, na satisfação de ouvir o som final e ter a certeza de que ele realmente representa o que precisava ser dito.
– Como tem sido a recepção dos fãs com relação ao álbum “Anomaly Reimagined”?
R: O feedback do álbum tem sido muito positivo, tanto da imprensa quanto dos fãs. Esse trabalho trouxe um peso e uma maturidade importantes pra VARTROY.
– Os planos da banda envolvem apenas o lançamento de Singles e EPs ou um novo álbum está previsto no planejamento de vocês?
R: 2024 foi um ano de muitos Singles, mas de 2025 em diante o foco passou a ser nos álbuns. Ainda este ano, em 15 de dezembro de 2025, sairá o novo disco “Fragments of Memories”. Em junho de 2026 já tem outro álbum programado, e mais um previsto para dezembro do mesmo ano. É bem provável que 2027 sigamos neste mesmo ritmo.
– “Endless Loop” é outra música de peso da VARTROY. Vocês já apresentaram essa música nos shows? Como o público tem reagido e como se deu seu processo de composição?
R: Como o foco hoje está mais na produção do material e os shows estão “on hold”, eu destacaria a resposta em relação ao material digital, que tem sido muito positiva. Inclusive, muita gente que quer saber mais a fundo como todo o trabalho foi produzido, com quais equipamentos, acaba demonstrando um certo espanto (risos). O processo de composição, tanto desse som quanto do restante do álbum, foi bem tranquilo. Tudo foi feito por mim, Marcos, em meu home studio e no meu tempo, sem pressão. Esta música, por exemplo, nasceu de uma vivencia pessoal de mais de 25 anos atrás. O sentimento estava ali, fresco. Foi transposto para o violão, como esboço inicial, e depois surgiu toda a música, trazendo a ambientação e o feeling da temática.
– Imagino que vocês continuam compondo em estúdio. No geral, como funciona internamente este trabalho com vocês?
R: A VARTROY, hoje, tem várias frentes de composição. Quando o material é feito por mim, Marcos, sigo muito a vibe do momento. A música pode nascer de um riff de guitarra e já ir se estruturando até quase a versão final, já com uma ideia de temática. Depois aplico as melodias vocais e, por fim, a letra. Nesse processo sou eu comigo mesmo, e muitas vezes a gravação final do instrumental já acontece dentro desse fluxo de composição. Quando a música nasce com o Matheus Calache, por exemplo, ele segue o processo dele de criação e me entrega toda a estrutura pronta. A partir daí eu crio a melodia vocal e a letra em cima da vibe que sinto no instrumental. Algumas vezes a temática já vem definida, e então melodia e letra seguem essa linha. No trabalho que estou fazendo com o William, o processo é completamente diferente. Ele traz a temática das músicas, letras e melodias vocais na maior parte das faixas. A partir disso, eu crio o instrumental e também a interação entre as vozes, já que são músicas com duas ou mais linhas vocais. A grande verdade é que não existe um padrão definido. O mais importante é que hoje a VARTROY não se preocupa em seguir fórmulas ou estilos. Fazemos o que a música pede, aquilo que sentimos necessidade de colocar para fora.
– Como vocês enxergam o mercado fonográfico em 2025? Ainda existem espaços para bandas como a VARTROY?
R: Até pouco tempo eu diria que o mercado, apesar da infinidade de bandas existentes hoje, não tinha mudado tanto em relação ao que era antes. As pessoas têm mais acesso, as bandas conseguem produzir e publicar seu material com muito mais facilidade e a um custo totalmente acessível, mas a dificuldade de ser notado e realmente fazer a diferença meio que continua a mesma. Mudam os players, mas a dinâmica segue igual. Porém, esse pensamento tem começado a mudar um pouco com o nível de música que vem sendo produzido por IA. Se os grandes que mandam no mercado focarem demais apenas no business e no lucro, é bem possível que vejamos uma mudança muito drástica nessa indústria — e bandas como a VARTROY talvez acabem se tornando o “Vinil” de um nicho muito específico.
– Geralmente, a banda trabalha com algum produtor externo? Pergunto isso, porque a maioria dos artistas que entram em contato conosco, preferem concentrar a produção neles próprios…
R: Atualmente, toda a produção é feita de forma totalmente independente por mim. Desde a composição, gravação, mixagem e masterização até a arte gráfica, publicação, gravação de clipes, site, cortes e tudo mais.
– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da The Ghost Writer Magazine. Agora pode ficar à vontade para as suas considerações finais…
R: Eu que agradeço demais pelo espaço e pelo interesse na VARTROY. Tudo o que está sendo feito na banda vem de corpo e alma, de dentro, com toda sinceridade. Não buscamos fama, mas queremos ser aquela banda capaz de romper a barreira do superficial e realmente ter significado na vida das pessoas. Fica aqui o convite para todos conhecerem mais do nosso som através dos canais oficiais. Quem curtir, siga, compartilhe — isso ajuda muito a fortalecer o projeto. Grande abraço!
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