– Atualmente a UGANGA faz parte do cast da MS Metal Agency Brasil. Como tem sido essa parceria até aqui?
R: Cara estamos juntos há pouco tempo mas tem sido bem positivo. As conversas que tivemos até aqui foram realmente pra somar no nosso corre, já fizemos bons contatos, entrevistas e obviamente estamos traçando juntos passos ainda maiores. Estamos animados.
– O álbum “Ganeshu” foi lançado e confesso que já esperava por algo assim vindo de vocês. Qual a razão para terem gravado esse material nessa fase da carreira?
R: Estamos há mais de três décadas na estrada e depois de sete álbuns, tours no Brasil, exterior e inúmeras correrias temos uma nova formação, músicas poderosas e todos estão cheios de energia. Não existe melhor momento pra se lançar um álbum e espero que tenha gostado do que ouviu. Estamos muito orgulhosos de “Ganeshu”.
– Eu particularmente acho o som da banda incrível, mas gostaria de saber como vocês se enxergam, como se rotulam. Onde vocês acham que a banda se encaixa no mercado atual?
R: Antes de tudo fico feliz em saber disso, mano (risos). Eu acredito que nós fazemos um tipo de Crossover bem específico, realmente não consigo pensar em outra banda com as mesmas características. Veja bem, nós obviamente temos nossa base musical fincada na junção de Thrash Metal e Hardcore, mas não somente. Na sonoridade do UGANGA você também vai encontrar elementos do Dub jamaicano, do Rap ou da música mineira, assim como referências mais extremas vindas do Black e Death Metal. Eu gosto de falar que fazemos “Crossover livre com cheiro de coturno, incenso e ganja” (risos).
– Como tem sido a recepção dos fãs com relação ao álbum “Ganeshu”?
R: Definitivamente positiva. O álbum ainda não saiu em formato físico mas no streaming está indo bem para uma banda independente. Temos tocado bastante , as pessoas têm ido aos shows, comprado merch e as resenhas estão nos colocando entre os destaques do ano. Esse álbum ainda tem uma trajetória a cumprir, tem a sua trilha, e até aqui tem sido um belo caminho.
– Os planos da banda envolvem apenas o lançamento de Singles e EPs ou um novo álbum está previsto no planejamento de vocês?
R: Em 2026 queremos promover “Ganeshu” até o meio do ano e depois soltar um ou dois Singles antes do próximo full, que deve sair em 2027. Inicialmente esses são os planos, mas veremos o que mais pode aparecer, e com certeza já temos boas ideias para novas músicas.
– “A Profecia” é outra música de peso da UGANGA. Vocês já apresentaram essa música nos shows? Como o público tem reagido e como se deu seu processo de composição?
R: Sim, ela faz parte do setlist atual, e assim como no álbum também está abrindo as apresentações da tour. É uma música direta e energética que conta com a colaboração do nosso amigo Paulo “Bigfoot” (Delinquentes) na composição. Na fase de mudanças pela qual passamos o Paulo deu uma força pro UGANGA tocando guitarra em alguns shows e, nesse período, gravamos uma Demo para esse som que nasceu com um riff meio “Propagandhi”. Eu levei a Demo pro resto da banda, trabalhamos juntos em estúdio durante a pré produção e assim nasceu “A Profecia”, primeira música composta para “Ganeshu”. A letra trata de uma viagem que fizemos pra Amazônia Paraense em julho de 2023 e que marca o renascimento da banda. Logo lançaremos um mini doc sobre essa trip insana.
– Imagino que vocês continuam compondo em estúdio. No geral, como funciona internamente este trabalho com vocês?
R: Atualmente cada um está salvando suas ideias de forma organizada em casa. Eu coproduzo nossos álbuns faz um tempo, geralmente ao lado do meu mano Gustavo Vazquez (Rocklab). Fico mais na parte de composição, pré produção e preparação e ele cuida da gravação, mix, master. Em algum momento eu pego o material dos outros músicos, junto ao meu e começo a montar os bonecos dos sons, somando com as letras, trabalhando o conceito, participações, etc… Esses esboços voltam com toda a banda pra sala de ensaio onde juntos finalizamos tudo. Depois disso estamos prontos pra começar a gravar, agendamos estúdio e em poucos dias temos um álbum. Tem sido assim por vários anos e acredito que seguiremos desse jeito. Um processo criativo, livre, porém organizado num método que tem funcionado e poupado tempo.
– Como vocês enxergam o mercado fonográfico em 2025? Ainda existem espaços para bandas como a UGANGA?
R: Eu enxergo como uma trilha cheia de desafios, animais peçonhentos, descidas, subidas e com paisagens incríveis. Muitos ficam pelo caminho, mas o UGANGA optou por seguir sem se preocupar com o final, porém sempre atentos aos sinais. Em 2025 estamos prontos a buscar nosso espaço por direto.
– Geralmente a banda trabalha com algum produtor externo? Pergunto isso porque a maioria dos artistas que entram em contato conosco, preferem concentrar a produção neles próprios…
R: Nós mesmos cuidamos da gestão da banda porém eventualmente ao lado de parcerias ou algo do tipo. No momento, fora o lance de estarmos no cast da MS Metal, temos feito um documentário em quatro episódios com a Baurete Produções aqui do Triângulo Mineiro e trabalhando nas gigs com produtoras tipo Xaninho, Bruxa Verde, Restless entre outras. Na parte do merch quem cuida é a Incêndio Shop, aqui da nossa área. Parcerias são sempre bem vindas e o espírito “faça você mesmo” nunca morre.
– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da The Ghost Writer Magazine. Agora pode ficar à vontade para as suas considerações finais…
R: Bebam água, colem nos shows de bandas locais, não votem em fascistas e ouçam “Ganeshu”. A gente se vê por aí.
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