– Atualmente a TROPA DE SHOCK faz parte do cast da MS Metal Agency Brasil. Como tem sido essa parceria até aqui?
R: Fazemos parte do casting há 18 anos, e está sendo bem bacana.
– O álbum “Four Seasons of Darkness”, foi lançado e confesso que já esperava por algo assim vindo de vocês. Qual a razão para terem gravado este material nessa fase da carreira?
R: Sério!? Que bacana saber! Bem, depois de onze álbuns lançados achamos que já era hora de criar novos caminhos e sair de nossa zona de conforto. Decidimos então fazer uma mixagem voltada mais para os moldes atuais, com novos timbres, afinação, escolhas de efeitos, abertura de vozes no plano estéreo. Queríamos entregar um som compacto, limpo, aberto e muito pesado. Na masterização apenas corrigimos algumas frequências e comprimimos para deixar o som mais “gordo”, “potente” e “brilhante”, então creio que tenhamos atingido nossa meta. Um material mais moderno e mais cortante, e também estava na hora de mudar né!?
– Eu particularmente acho o som da banda incrível, mas gostaria de saber como vocês se enxergam, como se rotulam. Onde vocês acham que a banda se encaixa no mercado atual?
R: Bom, nós sempre fomos uma banda de Heavy Metal Tradicional, mas com o passar dos anos resolvemos ir modernizando nosso som, então acredito que fazemos algo tradicional com influências do Metal Moderno atual. Com as novas diretrizes acho que dá pra se encaixar no tradicional/moderno, se compararmos com as novas bandas. Creio que estamos bem competitivos no mercado.
– Como tem sido a recepção dos fãs com relação ao álbum “Four Seasons of Darkness”?
R: O álbum saiu dia no 4 de Julho, pela MS Metal Records (gravadora que que fazemos parte há 18 anos). O disco vem sendo bem recebido por todos, tando no Brasil quanto no exterior. Acredito até que por conta dessas novas composições, muitas novas portas acabaram se abrindo pra gente. Os vídeos no YouTube têm ajudado bastante também, para os fãs conhecerem essa nova fase.
– Os planos da banda envolvem apenas o lançamento de Singles e EPs ou um novo álbum está previsto no planejamento de vocês?
R: É interessante saber que o TROPA DE SHOCK está na cena do Metal há 37 anos com doze álbuns de estúdio, com “Four Seasons of Darkness” sendo o 12° lançamento, além de quatro coletâneas. Fizemos duas promotours em alguns países na Europa, além de já termos atuado ao lado de outras bandas clássicas como Primal Fear, Paul Di’Anno, Overkill, Uriah Heep e Focus. Tivemos grandes músicos renomados ao nosso lado também: Rafael Bitencourt (Angra), Eduardo Ardanuy (Sinistra, ex-Dr. Sin), Michael Weikath (Helloween), Joe Moghrabi, Liba Serra, Ciro Visconte, Gregg Bissonette, entre tantos outros. Fomos também pauta de grandes veículos do segmento Metal no Brasil, Europa, e na Burrn! do Japão. Um novo álbum sempre está na manga né?! Novas idéias vem vindo ai…
– “Spring of Destruction” é outra música de peso da TROPA DE SHOCK. Vocês já apresentaram essa música nos shows? Como o público tem reagido e como se deu seu processo de composição?
R: A musica “Spring of Destruction” foi a primeira dessa nova fase. E sim, estamos fazendo shows em suporte ao novo trabalho! Como já mencionei, a banda estava procurando por uma sonoridade mais moderna, que nos desafiasse e que soasse orgânica, acrescida ao nosso estilo com elementos extraídos do Thrash, Nu Metal e Death Metal. O público tem apreciado nossa nova fase mais agressiva e direta, até porque foram dois anos compondo todo o material. Agora é tocar pra ver a moçada bater cabeça.
– Imagino que vocês continuam compondo em estúdio. No geral, como funciona internamente este trabalho com vocês?
R: O rascunho do conceito já estava escrito, e depois fomos juntando os já mencionados elementos nas harmonias. Ora velozes, ora densos, ora melancólicos, e quando as bases ficaram prontas dentro do nosso objetivo, partimos para as melodias e fui cantando para sentir cada uma delas. Foi a partir daí que criei as linhas de vozes, tendo em mente as letras (que eram bem diferentes do que costumo escrever). Foi um caminho longo mas muito satisfatório para todos da banda. Então, na verdade, fazemos ensaios testando novas sonoridades e quando sentimos que nos agradou, vamos para os acabamentos. Sempre foi assim.
– Como vocês enxergam o mercado fonográfico em 2025? Ainda existem espaços para bandas como a TROPA DE SHOCK?
R: Nós nos vemos bem competitivos com as bandas atuais, afinal sempre estamos nos adaptando musicalmente. Então sim, ainda existem espaços para bandas como o TROPA DE SHOCK, uma vez que estas se adaptem a essa nova realidade.
– Geralmente, a banda trabalha com algum produtor externo? Pergunto isso, porque a maioria dos artistas que entram em contato conosco, preferem concentrar a produção neles próprios…
R: É verdade e geralmente nós nos auto produzimos, até porque, na hora que aparecem as ideias, já gravamos para não perdermos tempo. Vale lembrar que sempre existe previamente um conceito para cada álbum, então fica mais fácil assim! No futuro pode ser que tenhamos um produtor, quem sabe?! Seria bacana poder ver como seria ter uma outra visão do material.
– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da The Ghost Writer Magazine. Agora pode ficar à vontade para as suas considerações finais…
R: Agradecemos muito à vocês da The Ghost Writer Magazine pelo espaço cedido e pelo carinho! Aos nossos velhos e novos fãs ao redor do mundo, não esqueçam de vir conhecer nossos outros trabalhos nas nossas redes sociais e, principalmente, nosso novo álbum “Four Seasons of Darkness”. E, em tempo, aqui vai um aviso: tomem muito cuidado com o que vocês estão fazendo com Gaia, pois ela pode revidar! Quatro Estações da Escuridão: Capítulo 1 – O Despertar! “No ano 3099 a humanidade se viu à beira da extinção. Séculos de exploração e desrespeito ao planeta levaram Gaia, a própria Terra, ao seu ponto de ruptura. Ela não podia mais suportar a dor infligida a ela por seus próprios filhos. Quando o sol nasceu em um mundo marcado pela poluição e decadência, Gaia tomou sua decisão. Ela não sofreria mais em silêncio. Com um suspiro triste, ela liberou sua ira sobre a terra, transformando as estações em arautos da destruição.”
Up the Tropas…
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