Artista: Slipknot
País: Estados Unidos
Single: Arsenal
Gravadora: (sic)est Records
Licenciamento: Indisponível
Versão: Digital
Ano de Lançamento: 2026
Decepcionante! Esta palavra define a minha real percepção com relação ao novo single dos norte-americanos do SLIPKNOT, “Arsenal”, lançado neste dia 9 de setembro através do (sic)est Records, selo recém-inaugurado pela própria banda. O material oficializa também o primeiro registro do baterista brasileiro Eloy Casagrande junto aos seus novos companheiros, além de marcar a nova era após a saída de Sid Wilson (DJ/turntablista), mas nada disso foi o suficiente para que a música em si surtisse o efeito desejado pelos seus compositores. De fato, mesmo ouvindo diversas vezes em looping, não me senti impactado com este som, que deveria ter caído no meu colo como uma bomba de napalm.
Disponibilizada como stand-alone e já confirmada que não constará no vindouro oitavo álbum do SLIPKNOT, a track apresenta uma miscelânea já batida de riffs pesados, vocais agressivos de Corey Taylor, elementos eletrônicos/teclados, scratches e mudanças bruscas de dinâmica. Ou seja, no quesito inovação, os caras passaram longe de oferecer algo revigorado para sua enorme legião de fãs. Outro ponto que me afastou da proposta foi o enorme uso de spoken/shouted vocals ou vocalizações ritmadas por Corey, que acabaram por reconduzir o senso criativo para o Nu Metal barulhento do seu debut álbum homônimo de 1999. Chato demais, para dizer o mínimo.
Eloy se impõe como o músico técnico que é, mas até ele ficou ofuscado em uma configuração que não conseguiu dar a liberdade suficiente para que ele pudesse se sobressair. Lá pelo meio, o peso imposto pelo breakdown eleva a temperatura com o garoto pesando a mão, mas nada que pudesse vir a salvar a tônica que transbordou falta de inspiração e bom gosto. Isso sem contar com a repetição enfadonha do tal “Let’s Go, Let’s Go” que permeia boa parte da letra da estrutura e que foi mais pensada na reação da plateia ao vivo do que propriamente na funcionalidade do fonograma em si.
Ao final da minha experiência, me senti aliviado ao relembrar que “Arsenal” não estará nos planos do próximo full-length, então o deslize tenderá a ser esquecido rapidamente por todos. O sentimento de involução que “Arsenal” me passou acendeu uma luz vermelha incandescente, digna dos avisos de emergência da chegada dos piores e mais devastadores cataclismos naturais que, vez ou outra, nos assolam. Mais desolador do que o senso de gravidade da passagem de um tsunami, este título acabou se configurando como inversamente proporcional à importância que o SLIPKNOT ostenta no cenário mundial. Passe longe!
Formação:
Corey Taylor (vocalista)
Jim Root (guitarrista)
Mick Thomson (guitarrista)
Alessandro “V-Man” Venturella (baixista)
Eloy Casagrande (baterista)
M. Shawn “Clown” Crahan (percussionista)
Michael Pfaff (percussionista)
Tracklist:
01. Arsenal
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