Artista: Septicflesh
País: Grécia
Álbum: Amphibians
Gravadora: Nuclear Blast Records
Licenciamento: Indisponível
Versão: Long Play
Ano de Lançamento: 2025
Eu preciso confessar que estou órfão de um novo material do SEPTICFLESH que me emocione, que consiga arrancar aquele adolescente adormecido dentro de mim. Aquele garoto rebelde, que vivenciou ótimas experiências nos anos 1990, quando a banda soltava para o mundo pérolas como “Mystic Places of Dawn” (1994) e “Έσοπτρον” (1995). Costumávamos dizer que o grupo, liderado pelo baixista e vocalista Spiros Antoniou, era a resposta helênica ao Paradise Lost, porém mais pesado e com referências estéticas intrinsecamente ligadas ao Death Metal.
Acompanhei, portanto, a carreira do quinteto por muitos anos a fio! Cada álbum lançado era comemorado como se fosse final de Copa do Mundo, em uma época em que a falta da internet não nos permitia qualquer facilidade para adquirir ou, até mesmo, apenas ouvir os nossos artistas prediletos. Os primeiros discos do SEPTICFLESH, por exemplo, só conseguíamos comprar importando, com preços pra lá de abusivos, da extinta Holy Records, da França. Tempos difíceis, mas que a minha geração lembra com muito carinho.
“Modern Primitive”, seu último álbum completo, foi disponibilizado em 2022 já com a roupagem mais moderna e orquestral, amplamente desenvolvida de “Communion” (2008) pra cá. Confesso que prefiro a primeira fase da banda, dos seus quatro primeiros álbuns, quando tudo soava mais orgânico e com os dois pés fincados no underground! Contudo, dizer que esses músicos involuíram não seria nada justo, tendo em vista que a sonoridade atual é bem pomposa, complexa e extremamente variada.
Não tem muito tempo que recebi a versão em LP de “Amphibians”, seu novo trabalho, que me causou uma certa confusão inicial. Quando fui me deparar com a tracklist, percebi que, na verdade, tratava-se de um EP, com menos de vinte minutos de duração, que poderia ser classificado como um mero caça-níquel, enquanto outro full-length não ganha a luz do dia. E quando pus o disco na agulha, o meu prematuro achismo adquiriu contornos de veracidade. Mas veja bem, temos qualidade aqui, mas é algo que não fará falta na coleção de nenhum banger, caso queira deixar passar batido.
“Amphibians” conta apenas com quatro músicas, sendo as duas últimas versões orquestradas instrumentais, que poderiam facilmente estar na trilha sonora de algum filme de horror gótico hollywoodiano. A faixa-título continua pelo mesmo caminho dentro do estilo grandiloquente dos últimos plays, não promovendo nenhuma camada ou faceta adicionais. “The Experiment”, por sua vez, é mais interessante e me fez emergir um bem-vindo sentimento saudosista, já que suas orquestrações se parecem bastante com a clássica “Progenies of the Great Apocalypse”, dos noruegueses do Dimmu Borgir. É definitivamente impossível não associar ambas as composições!
E como já foi mencionado, o material é encerrado com a inédita e instrumental “History Repeats Itself” e a versão orquestrada de “The Experiment”. Conseguem entender que tudo aqui é muito pouco para que o fã se sinta saciado depois de mais de três anos sem nenhum novo álbum lançado?! Eu só indicaria a aquisição deste “Amphibians” para ávidos colecionadores da vida e obra de Spiros Antoniou; caso contrário, recomendo esperar mais um pouco para ver o que o futuro nos reserva.
Formação:
Spiros Antoniou (baixista, vocalista)
Christos Antoniou (guitarrista)
Sotiris Vayenas (guitarrista)
Psychon (guitarrista)
Kerim “Krimh” Lechner (baterista)
Tracklist:
01. Amphibians
02. The Experiment
03. History Repeats Itself (Orchestral Version)
04. The Experiment (Orchestral Version)
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