– Atualmente RICKY DE CAMARGO faz parte do cast da MS Metal Agency Brasil. Como tem sido essa parceria até aqui?
R: Eu tenho gostado bastante de trabalhar com a MS Metal Agency. Posso garantir que eles têm me ajudado muito em nossa parceria. Por ser um artista voltado ao Rock Instrumental eu imagino que seja um pouco diferente pra eles. Mas os resultados que temos alcançado desde “Relentless” e agora com “Beast Mode” têm sido bastante satisfatórios.
– O álbum “Beast Mode” foi lançado e confesso que já esperava por algo assim vindo de você. Qual a razão para ter gravado esse material nesta fase da carreira?
R: “Beast Mode” é um álbum pra extravasar. Até então o álbum mais divertido de se trabalhar. E também o mais trabalhoso para se concluir. Mas confesso que valeu muito a pena o investimento de tempo e financeiro. Ele extraiu o que eu tenho de melhor e isso me deixa bem contente. Ter um álbum que eu gosto de ouvir não tem preço.
– Eu particularmente acho o som incrível, mas gostaria de saber como você se enxerga, como se rotula. Onde você acha que o projeto se encaixa no mercado atual?
R: Que bom que gostou do trabalho. Eu tento não me rotular, porque a gente nunca sabe o que vai vir no futuro. Mas sem dúvida eu me enxergo dentro de uma categoria onde temos excelentes guitarristas no Brasil. Eu não sou um artista que foca sua carreira no YouTube, por exemplo. Eu gosto de escrever e gravar meus álbuns. Pode ser meio antiquado e ultrapassado? Talvez. Mas é o que eu me divirto fazendo e o que me dá mais prazer.
– Como tem sido a recepção dos fãs com relação ao álbum “Beast Mode”?
R: Pra quem ouviu e gostou de “Relentless” com certeza foi uma “continuação”. Pois o álbum tem os elementos que esse pessoal gosta, peso, é agressivo, tem muita coisa de guitarra, shred. Ideias bem loucas. Nossa baterista, a Giovana Teixeira, fez um trabalho primoroso de bateria (e vem mais por ai). A mix e master eu prefiro a de “Beast Mode” com relação a “Relentless”, por exemplo. Acho o som mais encorpado e presente.
– Os planos do projeto envolvem apenas o lançamento de Singles e EPs ou um novo álbum está previsto no planejamento de vocês?
R: Temos os Singles de “Beast Mode” e “Supernova” já lançados. É bem provável que tenhamos ainda mais em 2025. Pra 2026 provavelmente teremos um novo álbum que já estou gravando, com faixas com vocal, e contará com participações como de Edu Ardanuy, Roberto Barros e Dallton Santos. E se tudo avançar como espero, a gravação de um DVD para termos um compilado de faixas desde “Origins”, passando por “Maverick”, com faixas de “Relentless”, evidentemente de “Beast Mode” e músicas do próximo álbum. Então 2026 tem muita coisa boa vindo por aí.
– “Supernova” é outra música de peso. Você já apresentou essa música nos shows? Como o público tem reagido e como se deu seu processo de composição?
R: Sem dúvida, “Supernova” é aquela “balada” que todo álbum precisa ter. Pra dar uma descansada. Mas ela tem a sua parte Prog/Metal, com um solo que eu particularmente gosto bastante. Sem dúvida é uma das minhas prediletas do álbum.
– Imagino que você continua compondo em estúdio. No geral, como funciona internamente este trabalho com você?
R: Sempre compondo. Ao terminar “Beast Mode” e lançar eu já estava com duas faixas pro novo álbum em andamento. Eu gosto de gravar. Particularmente não costumo vir com ideias pré concebidas para os álbuns. Gosto de sair testando e gravando, pois acho que fica mais natural e honesto. À medida que vou gravando as guitarras, já incluo os baixos e por consequência os solos. Depois analiso se precisa de mais guitarras, dobras, cleans, contrapontos. É um processo que parece ser bem longo, mas se você tá imerso no projeto ele flui bem mais rápido do que se parece.
– Como você enxerga o mercado fonográfico em 2025? Ainda existem espaços para projetos como o seu?
R: Sem dúvida. A questão é sempre como fazer seu som chegar nas pessoas. Não vejo que exista um “preconceito”. Mas com a democratização da música, digamos assim, por meio das redes sociais o desafio hoje é se manter relevante e tentar construir um público fiel. E como todo dia surgem novos “artistas” a tendência é de o público ir migrando e curtindo o “som do momento”. Por isso o trabalho online é importante. E sem dúvida o ao vivo contribui muito para o engajamento.
– Geralmente você trabalha com algum produtor externo? Pergunto isso, porque a maioria dos artistas que entram em contato conosco, preferem concentrar a produção neles próprios…
R: Toda a parte de gravação eu gosto de fazer por conta. Assim eu tenho mais tempo para me organizar, testar ideias e gravar com calma. Sem pressa, questões de orçamento também pesam bastante. Após gravar guitarras e baixos. Eu passo o bastão para o baterista que for me acompanhar no projeto. Ele ou ela me devolvendo o material, aí sim eu gosto de enviar para um produtor para fazer a mixagem e masterização. Esta é uma parte que eu não me atrevo a fazer, porque prefiro alguém com ouvido limpo e sem vícios no álbum para cuidar deste tipo de ajustes. Assim, enquanto o produtor cuida desta parte eu consigo focar em marketing, parcerias, capa do álbum, etc.
– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da The Ghost Writer Magazine. Agora pode ficar à vontade para as suas considerações finais…
R: Sempre um prazer. Agradeço demais o espaço, e estou sempre a disposição. E a gente se vê em breve. Keep Rocking!!!
Notícia mais antiga: SUGAR COATED: confira entrevista exclusiva com a banda catarinense »






