The Ghost Writer Magazine: Fomos recentemente apresentados ao trabalho da PUTRID IMPETUS pela sua atual gravadora no Brasil, a Rotten Foetus Productions. Já em um primeiro momento compramos a ideia do debut “Fatal Necrotic Ecstasy”, então é notório querermos saber como ele vem se saindo até aqui. Fãs e imprensa têm aprovado o material?
Alba: Saudações necróticas, The Ghost Writer Magazine! O nosso debut, “Fatal Necrotic Ecstasy”, tem recebido ótimas avaliações da imprensa especializada e muitos elogios por parte dos entusiastas do Death Metal, em geral. Estamos muito satisfeitos.
The Ghost Writer Magazine: “Fatal Necrotic Ecstasy” apresenta um Brutal Death Metal robusto e que vai direto ao ponto. Atrelado a ele, notamos inserções de elementos extraídos do Grindcore, todos muito bem conectados entre si! Em qual área de ação você acredita que o álbum está inserido?
Alba: Para nós, “Fatal Necrotic Ecstasy” é um álbum de Brutal Death Metal com influências do old school Death Metal. Conter elementos de Grindcore não foi intencional, porém, talvez inconscientemente, tenha acontecido. É um estilo que gostamos também.
The Ghost Writer Magazine: Conseguimos pescar algumas referências durante a nossa audição do material. Nomes como Autopsy, Agathocles e o espanhol Haemorrhage saltaram aos nossos ouvidos imediatamente. Então, qual a visão da banda sobre os artistas aqui mencionados e quais as demais influências que possuem os compositores da PUTRID IMPETUS?
Alba: É muito interessante conversar com os fãs e escutar o que eles têm a dizer sobre as influências e referências notadas por eles. Essas bandas mencionadas nos agradam, sem dúvidas, mas não creio que sejam nossas influências principais. Se fosse citar algumas mais diretas, diria: Suffocation, Dying Fetus, Severe Torture, Pyaemia e Cannibal Corpse.
The Ghost Writer Magazine: Um fato que chamou a nossa atenção é que a banda não possui lançamentos prévios, tendo optado por partir direto para a disponibilização de um álbum completo. Por qual razão vocês escolheram seguir por este caminho?
Alba: Conforme fomos compondo e ensaiando, as coisas foram acontecendo naturalmente e, quando percebemos, já tínhamos músicas o suficiente para lançarmos um full-length.
The Ghost Writer Magazine: Eu fiquei muito satisfeito com a produção de “Fatal Necrotic Ecstasy”, principalmente com o resultado obtido a sua masterização. Como se deu todo esse processo para que tenham chegado neste resultado tão satisfatório?
Alba: Se tem uma pessoa responsável pela qualidade da obra é o Raphomet, do Estúdio Dark & Fuzzy. Ele é um excelente produtor e recomendamos demais o trabalho dele.
The Ghost Writer Magazine: “Inebriating Degradation of the Flesh” é uma faixa bastante interessante. Inclusive, nela, podemos conferir até algumas passagens “grooveadas”. Qual o objetivo que vocês queriam alcançar com ela, já que foge um pouco do que o público entende como Brutal Death Metal?!
Alba: Esta música começa em um full blast e depois transita para riffs pesados e graves. Na minha concepção, não se tratam de riffs “grooveados”. Apenas riffs mais lentos e pesados, que são característicos do estilo também.
The Ghost Writer Magazine: Senti falta de mais conteúdo em “Fatal Necrotic Ecstasy”. Tenho que admitir que a sua curta duração me incomodou um pouco, porque eu precisava conversar mais com o produto. Nos próximos álbuns vocês pretendem rever este tipo de decisão?
Alba: Existem alguns lançamentos de Brutal Death Metal com duração de vinte e poucos minutos, assim como o “Legion” e o “Once Upon the Cross”, do Deicide, outra grande influência nossa. O nosso álbum tem um começo, meio e fim. No entanto, pretendemos, sim, incluir mais músicas no próximo disco.
The Ghost Writer Magazine: Vocês utilizaram trechos em áudio de alguns filmes trash de horror, para embasar ainda mais a proposta gore das canções. Vocês são fãs das antigas películas de baixo orçamento e qualidade de produção duvidosa (risos)? Como vocês entendem a funcionalidade diante da conexão de mídias tão diferentes entre si?
Alba: Filmes de terror e Death Metal combinam demais. Somos fãs de ambos. Quem conhece o grande Mortician sabe o que estou dizendo.
The Ghost Writer Magazine: A arte da capa me fez lembrar do clássico “Re-Animator”, de 1985, mas não ficou claro para mim que tenha sido algo proposital. Vocês conhecem este filme?! A ilustração tem algum tipo de ligação com alguma obra audiovisual do gênero horror/gore?
Alba: Em relação à capa, não, não foi intencional. Porém, as introduções das faixas “Fatal Necrotic Ecstasy” e “Visceral Soliloquy” foram retiradas exatamente deste filme. Portanto, acho que não preciso dizer mais nada.
The Ghost Writer Magazine: Gostei muito dos riffs dissonantes empregados em “Dreadful Palate”. Acredito que tal fator tenha deixado ela com uma roupagem experimental, se compararmos com as demais. A intenção com a música aqui mencionada foi justamente tentar fugir do senso comum?!
Alba: Olha, não pensamos na composição desta música de forma diferente. Simplesmente aconteceu. Aliás, ela é uma das minhas favoritas. No geral, vamos compondo e testando variações até considerarmos satisfatória.
The Ghost Writer Magazine: Temos aqui dois membros da veterana Pile of Corpses, o baterista Pinguim e o já mencionado vocalista Alba. Este outro projeto ainda está ativo?! Como vocês conseguem conciliar as agendas de ambos os trabalhos atualmente?
Alba: O Pile of Corpses acabou. Foi muito bom enquanto durou e me ajudou muito no meu desenvolvimento como vocalista de Death Metal, assim como na minha transição para o Brutal Death Metal.
The Ghost Writer Magazine: Mais uma vez agradecemos o seu tempo em nos atender e desejamos todo o sucesso para a PUTRID IMPETUS. Nestas considerações finais, gostaríamos que você também nos descrevesse quais os planos futuros da banda, ok?!
Alba: Nós que agradecemos! Muito obrigado mesmo! No momento, estamos trabalhando na composição de novas músicas para o nosso próximo lançamento. Será ainda mais brutal!
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