PUTRID IMPETUS: Apresentando a Nova Face do Brutal Death Metal Brasileiro
Postado em 31/10/2025


O Brasil sempre ostentou uma larga lista de bandas, representantes fiéis do Death Metal, durante a sua longeva história. Quando submergimos bem fundo na cultura underground, em busca de novas propostas incrustadas em ramificações que, de tão nichadas, só são percebidas com um processo de pesquisa bem apurado e rigoroso, algumas vezes acabamos nos deparando com ótimos grupos como este PUTRID IMPETUS. Inserido em uma vertente ainda mais extrema, o quarteto paulista se lançou no mercado com o debut “Fatal Necrotic Ecstasy”, apresentando um Brutal Death Metal consistente e que vai direto ao ponto, no que se refere a chocar o ouvinte por meio de mensagens que englobam temas como patologias terminais, violência, psicopatias e distúrbios mentais, sempre voltadas para o contexto splatter. A equipe da The Ghost Writer Magazine resolveu jogar os holofotes nos caras para conseguir enxergar o que está por trás do projeto, e o resultado foi um curto bate-papo com o solícito vocalista Alba, que pode ser conferido abaixo…

The Ghost Writer Magazine: Fomos recentemente apresentados ao trabalho da PUTRID IMPETUS pela sua atual gravadora no Brasil, a Rotten Foetus Productions. Já em um primeiro momento compramos a ideia do debut “Fatal Necrotic Ecstasy”, então é notório querermos saber como ele vem se saindo até aqui. Fãs e imprensa têm aprovado o material?

Alba: Saudações necróticas, The Ghost Writer Magazine! O nosso debut, “Fatal Necrotic Ecstasy”, tem recebido ótimas avaliações da imprensa especializada e muitos elogios por parte dos entusiastas do Death Metal, em geral. Estamos muito satisfeitos.

The Ghost Writer Magazine: “Fatal Necrotic Ecstasy” apresenta um Brutal Death Metal robusto e que vai direto ao ponto. Atrelado a ele, notamos inserções de elementos extraídos do Grindcore, todos muito bem conectados entre si! Em qual área de ação você acredita que o álbum está inserido?

Alba: Para nós, “Fatal Necrotic Ecstasy” é um álbum de Brutal Death Metal com influências do old school Death Metal. Conter elementos de Grindcore não foi intencional, porém, talvez inconscientemente, tenha acontecido. É um estilo que gostamos também.

The Ghost Writer Magazine: Conseguimos pescar algumas referências durante a nossa audição do material. Nomes como Autopsy, Agathocles e o espanhol Haemorrhage saltaram aos nossos ouvidos imediatamente. Então, qual a visão da banda sobre os artistas aqui mencionados e quais as demais influências que possuem os compositores da PUTRID IMPETUS?

Alba: É muito interessante conversar com os fãs e escutar o que eles têm a dizer sobre as influências e referências notadas por eles. Essas bandas mencionadas nos agradam, sem dúvidas, mas não creio que sejam nossas influências principais. Se fosse citar algumas mais diretas, diria: Suffocation, Dying Fetus, Severe Torture, Pyaemia e Cannibal Corpse.

The Ghost Writer Magazine: Um fato que chamou a nossa atenção é que a banda não possui lançamentos prévios, tendo optado por partir direto para a disponibilização de um álbum completo. Por qual razão vocês escolheram seguir por este caminho?

Alba: Conforme fomos compondo e ensaiando, as coisas foram acontecendo naturalmente e, quando percebemos, já tínhamos músicas o suficiente para lançarmos um full-length.

The Ghost Writer Magazine: Eu fiquei muito satisfeito com a produção de “Fatal Necrotic Ecstasy”, principalmente com o resultado obtido a sua masterização. Como se deu todo esse processo para que tenham chegado neste resultado tão satisfatório?

Alba: Se tem uma pessoa responsável pela qualidade da obra é o Raphomet, do Estúdio Dark & Fuzzy. Ele é um excelente produtor e recomendamos demais o trabalho dele.

The Ghost Writer Magazine: “Inebriating Degradation of the Flesh” é uma faixa bastante interessante. Inclusive, nela, podemos conferir até algumas passagens “grooveadas”. Qual o objetivo que vocês queriam alcançar com ela, já que foge um pouco do que o público entende como Brutal Death Metal?!

Alba: Esta música começa em um full blast e depois transita para riffs pesados e graves. Na minha concepção, não se tratam de riffs “grooveados”. Apenas riffs mais lentos e pesados, que são característicos do estilo também.

The Ghost Writer Magazine: Senti falta de mais conteúdo em “Fatal Necrotic Ecstasy”. Tenho que admitir que a sua curta duração me incomodou um pouco, porque eu precisava conversar mais com o produto. Nos próximos álbuns vocês pretendem rever este tipo de decisão?

Alba: Existem alguns lançamentos de Brutal Death Metal com duração de vinte e poucos minutos, assim como o “Legion” e o “Once Upon the Cross”, do Deicide, outra grande influência nossa. O nosso álbum tem um começo, meio e fim. No entanto, pretendemos, sim, incluir mais músicas no próximo disco.

The Ghost Writer Magazine: Vocês utilizaram trechos em áudio de alguns filmes trash de horror, para embasar ainda mais a proposta gore das canções. Vocês são fãs das antigas películas de baixo orçamento e qualidade de produção duvidosa (risos)? Como vocês entendem a funcionalidade diante da conexão de mídias tão diferentes entre si?

Alba: Filmes de terror e Death Metal combinam demais. Somos fãs de ambos. Quem conhece o grande Mortician sabe o que estou dizendo.

The Ghost Writer Magazine: A arte da capa me fez lembrar do clássico “Re-Animator”, de 1985, mas não ficou claro para mim que tenha sido algo proposital. Vocês conhecem este filme?! A ilustração tem algum tipo de ligação com alguma obra audiovisual do gênero horror/gore?

Alba: Em relação à capa, não, não foi intencional. Porém, as introduções das faixas “Fatal Necrotic Ecstasy” e “Visceral Soliloquy” foram retiradas exatamente deste filme. Portanto, acho que não preciso dizer mais nada.

The Ghost Writer Magazine: Gostei muito dos riffs dissonantes empregados em “Dreadful Palate”. Acredito que tal fator tenha deixado ela com uma roupagem experimental, se compararmos com as demais. A intenção com a música aqui mencionada foi justamente tentar fugir do senso comum?!

Alba: Olha, não pensamos na composição desta música de forma diferente. Simplesmente aconteceu. Aliás, ela é uma das minhas favoritas. No geral, vamos compondo e testando variações até considerarmos satisfatória.

The Ghost Writer Magazine: Temos aqui dois membros da veterana Pile of Corpses, o baterista Pinguim e o já mencionado vocalista Alba. Este outro projeto ainda está ativo?! Como vocês conseguem conciliar as agendas de ambos os trabalhos atualmente?

Alba: O Pile of Corpses acabou. Foi muito bom enquanto durou e me ajudou muito no meu desenvolvimento como vocalista de Death Metal, assim como na minha transição para o Brutal Death Metal.

The Ghost Writer Magazine: Mais uma vez agradecemos o seu tempo em nos atender e desejamos todo o sucesso para a PUTRID IMPETUS. Nestas considerações finais, gostaríamos que você também nos descrevesse quais os planos futuros da banda, ok?!

Alba: Nós que agradecemos! Muito obrigado mesmo! No momento, estamos trabalhando na composição de novas músicas para o nosso próximo lançamento. Será ainda mais brutal!

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Categoria/Category: Entrevistas

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