O guitarrista Ross “The Boss” Friedman, conhecido por seus trabalhos com o MANOWAR e também com o The Dictators, morreu aos 72 anos. A notícia foi confirmada por meio de um comunicado publicado nas redes sociais do Metal Hall of Fame, pouco mais de um mês após o músico revelar que havia sido diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Lou Gehrig.
Em nota oficial, a organização lamentou a perda e destacou a importância de Friedman para a música pesada. “É com profunda tristeza que confirmamos a morte do lendário guitarrista, nosso querido amigo e homenageado do Metal Hall of Fame, Ross ‘The Boss’ Friedman”, diz o texto. A entidade também ressaltou sua relevância histórica: “Ross foi uma força pioneira tanto no Punk quanto no Heavy Metal, mais conhecido como membro fundador do The Dictators e do MANOWAR”.
O comunicado ainda enfatizou o legado do músico: “Seu estilo poderoso, timbre inconfundível e espírito intransigente ajudaram a moldar gerações de músicos e fãs ao redor do mundo”. Friedman também era tratado como o “embaixador global do Metal” pela instituição.
O diagnóstico da doença havia sido divulgado no início de fevereiro. Segundo sua assessoria, os primeiros sinais surgiram meses antes, com sintomas como fraqueza nas mãos e nas pernas, inicialmente atribuídos a pequenos derrames. No entanto, mudanças de rotina e tratamentos não conseguiram conter o avanço da condição.
Na ocasião, o próprio guitarrista comentou a situação: “É difícil saber o que vem pela frente, e me entristece não poder tocar guitarra, mas a demonstração de carinho tem sido muito forte. Estou impressionado com o apoio da família, amigos e fãs. Amo todos vocês.”
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores, levando à perda de controle muscular.
Ao longo da carreira, Friedman participou de seis álbuns do MANOWAR, incluindo trabalhos marcantes como “Battle Hymns” (1982), “Into Glory Ride” (1983), “Hail to England” (1984) e “Kings of Metal” (1988), este último antes de sua saída da banda.
Antes disso, já havia deixado sua marca no Punk com o The Dictators, participando de discos como “Go Girl Crazy!” (1975), “Manifest Destiny” (1977) e “Bloodbrothers” (1978), ajudando a pavimentar o caminho do gênero ainda antes da popularização de nomes como Ramones, The Clash e Sex Pistols.
Nos anos seguintes, manteve-se ativo em diversos projetos, como o Manitoba’s Wild Kingdom, além de colaborações com bandas como o The Hellacopters. Também integrou o grupo Brain Surgeons, ao lado de Albert Bouchard, ex-Blue Öyster Cult. Mais recentemente, seguiu com projetos voltados ao Heavy Metal, como o Death Dealer e sua própria banda, Ross the Boss.
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