Artista: Malefactor
País: Brasil
Álbum: The Sentinels
Gravadora: Ghost Writer Records
Licenciamento: Ghost Writer Records
Versão: Compact Disc
Ano de Lançamento: 2025
Não é todo dia que recebemos, com meses de antecedência do seu lançamento, um novo álbum aqui na redação. Então, desde já, queremos agradecer a gentileza aos membros do MALEFACTOR e, principalmente, ao pessoal da sua atual distribuidora, a Mutilation Productions. Reconhecimento pontuado; vamos partir para o que realmente interessa, que é o novo título de um dos principais representantes do Metal Extremo nacional.
Já fazem oito longos anos desde o seu último disco com canções inéditas, o excelente “Sixth Legion” (2017), o que acabou por gerar muita ansiedade nos seguidores da banda (eu me incluo). Desta forma, com a chegada do EP “The Sentinels”, aquela sensação de reencontro com um velho amigo, que há muito não se via, acabou por ser a tônica durante a minha audição. E foi com esse sentimento que mergulhei bem fundo no material para trazer aqui as minhas mais sinceras impressões.
A versão digital de “The Sentinels” traz apenas quatro tracks, enquanto que o formato físico revelou surpresas muito bem-vindas. “Stygian Tomb” e “The Crimson Mist” servem como interlúdio e pós-lúdio da obra, com a responsabilidade de direcionar o ouvinte ao clima opaco proposto. Além delas, os baianos resgataram gravações antigas das suas homenagens aos mestres Slayer e Black Sabbath, com as clássicas “Angel of Death” e “War Pigs”. Infelizmente, com o falecimento de Ozzy Osbourne, ocorrido no dia 22 de julho, tal registro ganhou uma conotação ainda mais emocional.
“Medusa”, faixa originalmente lançada no formato de single em plena pandemia, retorna com novos arranjos, editada e com um acabamento bem superior. A composição é muito diferente do que comumente ouvimos com a assinatura do MALEFACTOR; contudo, a sua aura sabática acrescentou um ingrediente muito importante para manter um certo aspecto de heterogeneidade no EP. Certamente, um dos pontos mais altos do produto.
Deixei por último as quatro novatas, propositalmente, para que houvesse um destaque maior nelas. A faixa-título vai direto ao ponto e é a menos variada dentre todas. Veloz, pesada e com inserções de coros, ela deverá ser a música de abertura nos vindouros shows do quarteto na próxima tour. “Baron Samedi” é mais comercial e tem um refrão que gruda na mente já em uma primeira conferida, enquanto que “Cristozofrenia” e “Aghori – Purification and Profanation” são bem diferentes entre si. Enquanto a primeira é mais rápida e agressiva, a segunda traz a veia mais melodiosa do quarteto. Considero ambas equiparáveis aos principais hinos da sua discografia recente…
Como ainda não temos qualquer sinal de um novo full-length do MALEFACTOR, “The Sentinels” acaba abraçando o fã, com a mensagem de que os bárbaros soteropolitanos continuam mais ativos do que nunca. Eu achei muito atrativa a tracklist do formato físico, pois acabou por presentear quem busca apoiar o artista, comprando o seu merchandising. Ou seja, meu conselho é que você opte pelo CD para ter um conteúdo mais completo e refinado.
Formação:
Lord Vlad (vocalista, baixista)
Danilo Coimbra (guitarrista)
Jafet Amoedo (guitarrista)
Daniel Brandão (baterista)
Tracklist:
01. Stygian Tomb
02. The Sentinels
03. Baron Samedi
04. Cristozofrenia
05. Aghori – Purification and Profanation
06. Medusa
07. War Pigs (Black Sabbath cover)
08. Angel of Death (Slayer cover)
09. The Crimson Mist
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