– Atualmente a DICENTRA faz parte do cast da MS Metal Agency Brasil. Como tem sido essa parceria até aqui?
R: Olá. A parceria com a MS tem sido boa. Estamos respondendo a muitas entrevistas como esta, e o trabalho de divulgação dos shows, lançamentos e outros aspectos relacionados ao DICENTRA é primoroso e pontual. Estamos com um bom suporte no exterior e esperamos grandes acontecimentos futuros.
– O álbum “Crossing” foi lançado, e confesso que já esperava por algo assim vindo de vocês. Qual a razão para terem gravado esse material nesta fase da carreira?
R: O “Crossing” surgiu naturalmente da junção de todas as nossas influências e ideias. Todos nós participamos da sua composição e, por consequência, ele evidencia toda a honestidade e seriedade musical. As canções são belíssimas, com letras profundas. Para nós, é um álbum memorável e, independentemente da fase da carreira, sempre procuraremos entregar exatamente isso ao público.
– Eu particularmente acho o som da banda incrível, mas gostaria de saber como vocês se enxergam, como se rotulam. Onde vocês acham que a banda se encaixa no mercado atual?
R: O DICENTRA é uma banda de Heavy Metal. Nossas origens estão no Heavy Metal, então o som da banda não poderia ser diferente. Visamos o público mundial, por isso cantamos em inglês, mas chegamos a um ponto em que não nos importamos muito com rótulos. Queremos fazer nosso som, gravar nossos álbuns, realizar nossas apresentações e, acima de tudo, nos divertirmos muito. O que vier a partir dessa ideologia será muito bem-vindo.
– Como tem sido a recepção dos fãs com relação ao álbum “Crossing”?
R: Excelente. Nossas canções são bem empolgantes, com refrãos marcantes, fáceis de acompanhar e memorizar. Não há melhor sensação para uma banda autoral underground do que quando as pessoas presentes nos shows cantam as músicas. É simplesmente sensacional, e este é, verdadeiramente, o único pagamento que recebemos pelo nosso trabalho.
– Os planos da banda envolvem apenas o lançamento de singles e EPs ou um novo álbum está previsto no planejamento de vocês?
R: Particularmente, não gostamos nem pensamos em gravar singles ou EPs. O terceiro álbum do DICENTRA já está em fase de composição e, paralelamente a ele, gravaremos um álbum conceitual de Blues. Então, álbuns completos estão por vir… nada de singles, nada de EPs.
– “Still Mountains and Volcanoes” é outra música de peso da DICENTRA. Vocês já apresentaram essa música nos shows? Como o público tem reagido e como se deu seu processo de composição?
R: A “Still Mountains…” é um dos pontos altos dos nossos shows. Costumamos dizer que, se a coletânea “Love Metal” ainda existisse, poderíamos entrar com essa canção — com o perdão da falta de modéstia. Sua letra é uma poesia marcante e sua melodia emociona. O público do DICENTRA gosta bastante.
– Imagino que vocês continuam compondo em estúdio. No geral, como funciona internamente esse trabalho com vocês?
R: Nossas composições nascem aqui mesmo, no estúdio onde ensaiamos, em Nova Odessa. As canções surgem do entrosamento entre nós e da combinação de todas as nossas influências. Inclusive, as meninas que fazem os backing vocals também participam desse processo. As letras eu escrevo a partir de temas, sonhos ou ideias que cada um pode, eventualmente, trazer para debate. Depois de escritas em português, traduzimos para o inglês e ajustamos a métrica nas melodias já feitas. Assim, as canções vão sendo formadas.
– Como vocês enxergam o mercado fonográfico em 2025? Ainda existem espaços para bandas como a DICENTRA?
R: O mercado sempre existirá para aquelas bandas que trabalharem com honestidade. Nosso som é de qualidade e, sinceramente, estamos desprendidos de quaisquer condições ou imposições do mercado. Se gostar da nossa música, aumente o volume; se não gostar, troque de estação.
– Geralmente, a banda trabalha com algum produtor externo? Pergunto isso porque a maioria dos artistas que entra em contato conosco prefere concentrar a produção neles próprios.
R: O produtor do DICENTRA nos dois primeiros álbuns de estúdio foi o Fábio Ferreira; já o produtor do disco ao vivo foi o Daniel Dias. Em todas as oportunidades, os trabalhos de produção foram realizados em conjunto com a banda. Os álbuns futuros serão produzidos da mesma forma.
– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da The Ghost Writer Magazine. Agora podem ficar à vontade para as suas considerações finais.
R: Nós que agradecemos pelo interesse de vocês em nosso trabalho. Podem esperar muito mais do DICENTRA, pois temos uma criatividade que cresce exponencialmente e nunca deixaremos qualquer de nossas ideias mofando no fundo da gaveta. Valeu e até a próxima!
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