Você sente antes de ouvir. E, quando ouve, não consegue mais deixar de ouvir. Um ruído baixo e persistente pulsando ao fundo. Cientistas afirmam que ele se situa entre 30 e 40 hertz. Já foi ouvido em Ipswich, Massachusetts; Auckland, Nova Zelândia; e Windsor, Ontário. Ele assombra a população de Taos, no Novo México, há décadas. Já foi associado a suicídios no Reino Unido. Nem todos conseguem ouvi-lo. Ninguém sabe de onde vem. Eles o chamam de “The Hum”.
A CONVERGE pegou esse fenômeno misterioso do mundo real e o reinterpretou como uma manifestação física do sofrimento humano. Então surgiu uma ideia. “E se ‘The Hum’ for a culminação de toda a dor do mundo, criando um sinal audível através do universo?”, propõe o vocalista e letrista Jacob Bannon. “Algo perceptível para outros que operam em um plano emocional semelhante.”
“Hum of Hurt” sucede “Love Is Not Enough” como o segundo álbum completo da CONVERGE em 2026. Assim como seu antecessor, o disco apresenta uma análise sombria, porém empática, da condição humana e de sua deterioração contínua. Neste trabalho, as músicas se mostram mais cruas e expostas. “Quando nos reunimos para compor, acabamos com uma grande quantidade de material”, diz Bannon. “À medida que o trabalho avançava, percebemos que havíamos criado dois álbuns distintos e os tratamos dessa forma.”
“Hum of Hurt” é distinto de “Love Is Not Enough”, mas igualmente volátil e potente. “Não é uma sequência”, explica Bannon. “A ideia musical unificadora no início era: ‘vamos fazer um álbum de Noise Rock’. Mas, na verdade, nunca fizemos isso. O primeiro não foi. Este toca nesse espírito, mas é muito mais dinâmico do que essa descrição. Para mim, ele se inclina mais para um álbum de Hardcore emocional, enquanto ‘Love Is Not Enough’ pende mais para o Metal. No fim, simplesmente demos vida criativa a outro disco da CONVERGE, com identidade e caráter próprios.”
A faixa-título — que estreia hoje — se destaca como uma das composições mais intensas e emocionais da carreira da CONVERGE. Tematicamente, Bannon examina o preço das vidas que escolhemos levar. “Eu dediquei 35 anos da minha vida à criação de arte e música”, afirma. “Aprecio o espaço criativo e o apoio que essa comunidade me proporcionou, mas raramente sobra espaço para qualquer outra coisa. Essas letras são eu me olhando no espelho e reconhecendo que não sou o homem que quero ser. Preciso mudar e ainda tenho trabalho a fazer.”
“Hum of Hurt” foi gravado e mixado por Kurt Ballou no God City, em Salem, Massachusetts, com assistência de engenharia de Zach Weeks. Bannon colaborou com o renomado artista britânico Thomas Hooper na criação da arte do álbum.
“Para a capa, eu tinha a visão de um sinal de eletrocardiograma se fundindo com algum tipo de sismografia volátil. Essa fusão representa as condições que teoricamente criariam um ‘Hum’. Especificamente, o coração falha em alguns batimentos antes de se dissolver em estática. O sinal então é interrompido por um evento sísmico no ponto central da capa. Em conversa, compartilhei algumas dessas ideias com o artista Thomas Hooper, que se ofereceu para ilustrá-las usando diagramas científicos como inspiração. Depois, passei meses criando uma peça de mídia mista para o encarte”, diz Bannon. “As figuras representam os cinco elementos do nosso planeta, ou ‘Pancha Bhuta’: Prithvi (Terra), Ap (Água), Agni (Fogo), Vayu (Ar) e Akasha (Éter). Eu os apresento em meio ao caos, como se os próprios elementos estivessem entrelaçados no ‘Hum of Hurt’.”
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