Artista: Cemetery Skyline
País: Suécia, Finlândia e Noruega
Álbum: Nordic Gothic
Gravadora: Century Media Records
Licenciamento: Metal Army Records
Versão: Compact Disc
Ano de Lançamento: 2024
Quando poderíamos imaginar uma união de forças como essa? Pois é, e não é que aconteceu? Surge então o CEMETERY SKYLINE, um projeto de Gothic Metal que reúne nomes de peso: o vocalista Mikael Stanne (Dark Tranquillity, The Halo Effect), o guitarrista Markus Vanhala (Insomnium, Omnium Gatherum), o tecladista Santeri Kallio (Amorphis), o baixista Victor Brandt (Dimmu Borgir, ex-Entombed) e o baterista Vesa Ranta (ex-Sentenced). Juntos, os músicos apresentam o excelente “Nordic Union”, disponibilizado pela Century Media, trabalho que adota o termo Gothic como fio condutor das dez faixas.
Apesar da presença de figuras consagradas, oriundas das mais variadas ramificações do Metal, o que se sobressai aqui é justamente o Gothic Metal, que em alguns momentos dialoga com o Gothic Rock. As referências passeiam pelo Sentenced da fase com Vesa Ranta, passam pelo Paradise Lost dos tempos de “Host” (1999) e “Believe in Nothing” (2001) e chegam a algo mais etéreo, próximo do The Sisters of Mercy. Pode soar inusitado à primeira vista, mas faria pouco sentido reunir talentos desse calibre apenas para replicar fórmulas já exploradas em suas carreiras paralelas. Esse, aliás, é um dos principais fatores que fazem “Nordic Union” funcionar tão bem.
Mikael Stanne segue em plena forma e, desta vez, deixa de lado os vocais mais agressivos para se concentrar exclusivamente em linhas melódicas. Quem acompanha sua trajetória sabe o quanto ele se destaca nesse direcionamento, exibindo um timbre elegante e extremamente agradável. A prova mais contundente está na emotiva “When Silence Speaks”, uma balada impossível de ignorar, tamanha a carga dramática transmitida por meio de uma interpretação quase teatral.
“Nordic Union” foi registrado no Fascination Street Studios, na Suécia, sob a condução cuidadosa de Alexander Backlund e Tony Lindgren, responsáveis pela mixagem e pela masterização, respectivamente. Vale lembrar que diversas produções recentes de destaque da cena sueca passaram por esse estúdio, incluindo “Endtime Signals” (2024), do próprio Dark Tranquillity. Ou seja, o padrão técnico alcançado aqui já era esperado: som cristalino, encorpado, robusto na medida certa e com uma mixagem irrepreensível, mantendo o alto nível de qualidade do início ao fim.
Vanhala e Kallio dividem a autoria das composições, enquanto Stanne assina todas as letras. Não por acaso, os teclados ocupam papel central ao longo de todas as canções, reforçando atmosferas densas e soturnas, características do Gothic. Isso fica claro logo de cara em “Torn Away”, abertura quase dançante que remete a bons momentos de artistas como The 69 Eyes e Type O Negative. Outros pontos altos incluem “Violent Storm”, com sua rítmica envolvente, e a intimista “The Coldest Heart”, que aposta em uma abordagem mais moderna e despretensiosa.
Por se tratar de um projeto pontual, dificilmente veremos o CEMETERY SKYLINE nos palcos. Uma pena, já que “Nordic Union” é um álbum repleto de composições que garantem conexão imediata com o ouvinte. Ainda que não reinvente a roda, o registro injeta novo fôlego em um gênero que atualmente conta com poucos representantes realmente relevantes.
Formação:
Mikael Stanne (vocalista)
Markus Vanhala (guitarrista)
Santeri Kallio (tecladista)
Victor Brandt (baixista)
Vesa Ranta (baterista)
Tracklist:
01. Torn Away
02. In Darkness
03. Violent Storm
04. Behind the Lie
05. When Silence Speaks
06. The Darkest Night
07. Never Look Back
08. The Coldest Heart
09. Anomalie
10. Alone Together
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