A BLAKKESIS, um dos nomes em ascensão do Metal Moderno brasileiro, lançou o videoclipe oficial do single inédito “Strangled Continuum”. A faixa evidencia os pilares que sustentam a identidade do grupo: agressividade sonora, senso de libertação e uma busca intensa por pertencimento.
Na construção lírica, a voz poética é apresentada como um indivíduo consumido pelo ódio, sufocado pela imposição de estruturas e dogmas — simbolizados, no clipe, por um ninho de serpentes. Quanto mais tenta romper as amarras de uma condenação empírica que nega o fluxo natural da existência, mais sua consciência é estrangulada. O ciclo se perpetua, o colapso se torna inevitável, e a única forma de libertação surge como um desfecho definitivo.
Dirigido por Cácio Zerra, o clipe aposta em uma estética crua e realista, incorporando elementos em 3D que dialogam com a identidade visual da banda ao explorar a relação entre o tangível e o imagético. Do conceito inicial à pós-produção, o diretor mergulhou na proposta do grupo para traduzir, em linguagem audiovisual, toda a densidade da composição.
Segundo Cácio Zerra, a concepção partiu diretamente da estética da banda: a ideia era dar vida às serpentes em uma abordagem próxima a visualizers utilizados por grandes nomes da cena internacional. O cenário foi definido a partir de uma sessão de fotos realizada em um galpão, cuja atmosfera caótica revelou o potencial desejado. A captação das performances, marcada por forte intensidade, acabou ganhando protagonismo no resultado final, enquanto as animações funcionam como complemento visual. O processo também envolveu um trabalho significativo de pós-produção, incluindo a remoção de elementos estruturais do espaço, sempre com o objetivo de alcançar um padrão visual competitivo, comparável a produções estrangeiras, mas concebido integralmente em João Pessoa.
Com “Strangled Continuum”, a BLAKKESIS aprofunda sua proposta estética ao integrar peso, atmosfera e narrativa visual em uma experiência sensorial que transita entre a agressividade e a introspecção. O lançamento representa mais um avanço na consolidação do universo conceitual da banda, que busca transformar cada composição em parte de uma obra maior, onde som, imagem e significado se conectam.
A produção musical ficou sob responsabilidade de Marcos Sena, com direção de Adalberto Ferreira. As gravações ocorreram no Music Obsession Studio, reforçando a força da comunidade independente nordestina.