Artista: Vários
Evento: Bangers Open Air
Cidade/Estado/País: São Paulo – São Paulo – Brasil
Local: Memorial da América Latina
Data: 04 de Maio
Ano: 2025
Produtora: Consulado do Rock & Parceiros
Mal havíamos sobrevivido ao ritmo frenético dos dois primeiros dias de festividades, quando o terceiro e último compromisso com o Bangers Open Air teve o seu início. Nós chegamos novamente muito cedo, porém, desta feita, foi para que aproveitássemos a área reservada ao merchandising, com enfoque para CDs e LPs. Particularmente eu estava feroz e queria muito poder passar horas garimpando.
Vários stands estavam montados e os destaques ficaram por conta da Voice Music, do nosso amigo e ex-guitarrista do Korzus, Silvio Golfetti, além da gravadora que mais vem se destacando no país nos últimos anos, a Classic Metal. Mas foi na RF Vinyl Collection que encontrei o LP do “The X Factor”, primeiro registro de Blaze Bayley com o Iron Maiden, e que provavelmente foi um dos discos que mais escutei na minha vida, junto da trinca “Draconian Times” (Paradise Lost), “Tales from the Thousand Lakes” (Amorphis) e “Youthanasia” (Megadeth). Foi bastante caro mas valeu a pena, pois a minha busca por ele já vinha de muitos anos.
Fui dar uma boa caminhada para ter uma noção geral do que havia sido disponibilizado pela produção, já que no dia anterior, por conta do nosso trabalho acompanhando o Malefactor, foi impossível. Então, como já mencionado na primeira parte desta cobertura, a produção clonou tudo que havia na última edição do Summer Breeze Brasil, com algumas pequenas modificações e adições. O exemplo mais emblemático, também já mencionado, foi a migração do Waves Stage, novamente para o auditório do Memorial.
Com um sol incandescente ao meio dia, de colocar inveja até ao próprio Lúcifer, rumamos para o Ice Stage para acompanharmos a alemã Beyond the Black, com o seu Symphonic Metal que vem ganhando força no mercado europeu. Ainda promovendo o seu álbum homônimo de 2023, o grupo, liderado pela belíssima cantora Jennifer Haben, chegou com tudo resgatando três canções do seu debut “Songs of Love and Death” de 2015: “In the Shadows”, “Hallelujah” e a faixa-título. Todas foram celebradas pelos fãs mais antigos, todavia, assim como eu, os não tão antenados ficaram boiando.
Jennifer é muito simpática e comunicativa, além de deter um timbre lindo e agradável. Somadas a estes aspectos, as composições carregadas de melodias grudentas, as ajudou a manter a performance sempre nas alturas. “Wounded Healer” de “Hørizøns” (2020) e “Reincarnation” do mais recente full-length, deram continuidade ao set com as pessoas ainda chegando aos poucos para apoiá-la. Ao final, não demorou muito para que na segunda metade do show, um bom número de bangers já estivesse no front conferindo o trio composto por “Heart of the Hurricane”, “Is There Anybody Out There?” e “When Angels Fall”.
Além de Jennifer Haben, a Beyond the Back é composta por Chris Hermsdörfer e Tobi Lodes nas guitarras, Linus Klausenitzer no baixo e Kai Tschierschky na bateria. Juntos, eles souberam mesclar elementos do Modern Metal com o seu tradicional lado sinfônico, entregando um final avassalador com “Lost in Forever” e “Shine and Shade”, para carimbar de maneira positiva a sua primeira passagem pelo Brasil. Enquanto isso, no Sun Stage, o Black Pantera arregimentou uma enorme audiência e, no Waves Stage, o projeto School of Rock fazia a alegria dos familiares dos alunos. Descartamos ambos ao priorizarmos o Beyond the Black e o seu sucessor, o Lord of the Lost.
Com o calor chegando ao seu maior nível de suportabilidade, foi o responsável pelo nosso calvário no Hot Stage. Aliás, acredito que nunca o nome de um palco, traduziu tão bem o real sentimento dos fãs com aquela “lua” pulsante em nossas cabeças. E foi com o clima de final de mundo, que o Gothic Metal Industrial do Lord of the Lost transcorreu no referido palco. Eu já havia ouvido falar destes alemães, contudo, nunca havia parado para escutar nem sequer uma música até ali.
Com um visual voltando para o steam punk e muita energia, o quinteto primou pela teatralidade para nos apresentar algumas das canções que balizaram sua carreira desde 2007, quando ainda era um projeto solo do vocalista Chris Harms. Entretanto, percebi uma predileção que levou a predominância de faixas do álbum “Blood & Glitter” de 2022, com as inserções da faixa-título (encerramento), “Destruction Manual” e “The Future of a Past Life”, que em sua versão de estúdio contou com a participação do Heaven Shall Burn.
A imersão é bem complicada quando não se conhece nada do artista, mas mesmo com a temperatura de rachar consegui me divertir, porque estava de coração aberto para receber a proposta dos caras. “Judas”, de 2021, também foi muito bem representado com as hipnóticas “For They Know Not What They Do” e “Born With a Broken Heart”. Outro ponto alto se deu com “Loreley”, de “Thornstar” (2018), mesmo que não tenha obtido grande resposta do público.
Apesar de completamente desconhecida, a Lord of the Lost me agradou! Tal saldo positivo foi fundamental para que eu não tenha me sentido tão frustrado, por ter deixado para trás a carioca Dorsal Atlântica (Sun Stage) e a ascendente Hatefulmurder (Waves Stage). Desta forma, novamente migramos para o Ice Stage, enfrentando o forte calor para esperarmos o colosso inglês que atende pelo nome de Paradise Lost. Quem me conhece sabe que esses senhores foram uma verdadeira escola para mim, ajudando a moldar todo amor e devoção que tenho pelo Metal. Ou seja, preciso mesmo dizer que a minha carga emocional estava na estratosfera?!
E foi com “Enchantment”, da obra prima “Draconian Times” (1995), que Nick Holmes (vocal), Gregor Mackintosh (guitarra), Aaron Aedy (guitarra), Stephen Edmondson (baixo) e o italiano Guido Zema (bateria) deram o pontapé inicial em uma das melhores apresentações de todo o Bangers Open Air. Infelizmente, tocando na parte da tarde, o Paradise Lost perdeu a ambiência necessária para que o seu Gothic Metal causasse maior impacto visual. O ideal é que a banda fosse escalada para se apresentar durante a noite, ainda assim, não se intimidou ao entregar um best of que conseguiu abraçar a todos.
“Eternal” de “Gothic” (1991) foi a grande surpresa, por conta da sua ausência em muitos anos de shows pelo mundo. Atrelada a ela, “Pity the Sadness” e “As I Die” de “Shades of God” (1992) levaram ao êxtase os mais antigos, enquanto que “No Hope in Sight” e “Forsaken” foram mais festejadas pela molecada mais nova. Tudo aqui muito democrático, mas com uma leve predominância dos títulos dos anos noventa, como nas palatáveis “One Second” e “Say Just Words” de “One Second” (1997).
Ainda tivemos tempo para a improvável e descartável “Smalltown Boy”, cover do Bronski Beat e presente em “Symbol of Life” (2002), além de “The Enemy” e “The Last Time”, temperando a salada com os mais diversos dos condimentos. Ao deixarmos um pouco de lado a total falta de carisma de Holmes, a ocasião marcou uma das últimas apresentações de Zema como membro efetivo. Uma pena, pois o garoto deu uma nova vida para a cozinha do Paradise Lost, revigorando-a de uma maneira que nem eu imaginava que fosse possível, depois de tantos anos de atividades.
Enquanto o Waves Stage pegava fogo com uma bela homenagem à vida e obra de Ronnie James Dio, com vários nomes de peso do Metal nacional, fomos direto para o Sun Stage pegar a primeira metade do setlist dos poloneses do Vader. E como foi difícil ter que largar os caras no meio, para também conseguirmos ver algo do Kamelot, que ao mesmo tempo estava puxando a fila do Power Metal no Hot Stage!
Sem um novo álbum na praça, restou ao Vader despejar um compilado de faixas antigas, que fizeram a alegria dos fãs do Death Metal. Que show, meus amigos! Peso absurdo, com um time bem entrosado e que conseguiu lotar o espaço reservado para o palco secundário do Bangers Open Air. As rodas eram constantemente abertas, uma após a outra, sempre ao lado da velocidade proposta por músicas como “The One Made of Dreams”, “Silent Empire” e “Sothis”. Uma verdadeira aula de como se fazer Death Metal!
Ao final de “Carnal” e “Dark Age” voltamos correndo para enfrentar a multidão, que se aglomerava próxima ao Kamelot. Essa segunda apresentação dos estadunidenses serviu para suprir o buraco deixado pelo cancelamento da Knocked Loose, e foi algo apreciado por muitos que não puderam acompanha-los no dia anterior. Eu fiz parte do grupo que estava feliz com a troca, não nego, e poder ver bem de pertinho canções que fizeram parte da minha adolescência, como “Center of the Universe”, “New Babylon” e “Forever”, foi uma experiência indescritível! Muito agradável, mesmo!
A banda finalizou com “March of Mephisto”, que serviu para enaltecer as presenças do guitarrista e líder Thomas Youngblood, além do estupendo vocalista Tommy Karevik, que muito elevou o tom interpretativo das músicas, não deixando qualquer margem para as viúvas de Roy Khan se manifestarem. E foi com esse desfecho que nos lembramos que o projeto Ready To Be Hated estreava no Waves Stage. Capitaneado pelo vocalista Thiago Bianchi (Noturnall, ex-Shaman) e Luis Mariutti (Sinistra, ex-Angra, Shaman), o grupo estava em vias de lançar o seu debut álbum, o que aguçou a curiosidade de muitos.
O movimento do palco ao lado já era intenso para a espera do eterno guitarrista do Slayer, Kerry King, com o seu recém lançado projeto fora da banda que o projetou. Acompanhado por Mark Osegueda (vocal, Death Angel), Phil Demmel (guitarra, Category 7, ex-Machine Head, Vio-Lence), Kyle Sanders (baixo, ex-HellYeah) e Paul Bostaph (bateria, Slayer, ex-Testament, Exodus, Forbidden), o careca mais respeitado do Metal chegou se impondo com “Where I Reign”, “Rage” e “Trophies of the Tyrant”, todas elas de “From Hell I Rise” (2024).
Ainda que tenha existido espaço para as músicas do Slayer, como “Disciple”, “Raining Blood” e “Black Magic”, além da homenagem ao saudoso Paul Di’Anno com “Killers” do Iron Maiden, o foco do repertório foi o seu primeiro registro como artista solo. Adorei a escolha, pois diferentemente do que houve no ano passado, nos shows de Sebastian Bach e Gene Simmons, o guitarrista optou pelo seu trabalho mais recente e que todos ali queriam ver.
Não preciso mencionar que as músicas do Slayer roubaram a cena, provocando as tais rodas no mosh pit, obviamente com “Raining Blood” sendo o ponto mais alto. Ainda assim, eu pirei em como “Shrapnel” rendeu bem ao vivo e também a força empregada na faixa-título. Mais uma decisão acertada de Mr. King, ao escolhê-la para o desfecho do culto ao Thrash Metal old school. E, para quem tinha qualquer tipo de restrição quanto a Mark Osegueda, pode esquecer, pois o cara detonou!
O Prog/Metal da Haken (Sun Stage) e o Heavy Metal da gaúcha Hibria (Waves Stage), foram outros dois acontecimentos perdidos por nós. A Haken eu nunca havia ouvido falar, então não senti tanto a perda, mas a Hibria queria muito poder ter visto a nova formação atuando. O seu último álbum, “Me7amorphosis” (2022), recebeu boas críticas no país, então gostaria muito de poder ter assistido o vocalista Ângelo Parisotto, cantando as clássicas da era de Iuri Sanson. Uma pena!
Por uma questão de organização dentro das prioridades do veículo, preferimos nos posicionar para a cobertura da primeira metade do Blind Guardian (Hot Stage) e, posteriormente, seguirmos para testemunhar toda a participação do Nile no Sun Stage. E assim foi feito com a confirmação de “Imaginations From the Other Side”, do homônimo de 1995, explodindo nos PAs. Confesso que não esperava por um início da maneira como foi, já que o quarteto alemão ainda continua promovendo “The God Machine” (2022). Ainda assim, não tem como negar que foi bem melhor como ocorreu, ao jogar em terreno seguro com uma track que todos conhecem.
A banda continuou com “Blood of the Elves” de “The God Machine” (2022), para então apresentar a primeira surpresa da noite, com a inclusão de “Mordred’s Song”, que não era lembrada desde 2017. Outra retirada de dentro do baú foi “Tanelorn (Into the Void)”, do subestimado “At the Edge of Time” (2010) e que estava de fora desde 2016. Eu sinceramente creio que as duas foram presentes escolhidos a dedo para o seu público brasileiro, que sempre apoiou e nunca largou as mãos dos discípulos de Tolkien.
Eu já estava indo na direção do Sun Stage para assistir ao Nile do início, quando Hansi Kürsch anunciou “Bright Eyes”, uma das minhas preferidas de “Imaginations From the Other Side”. E por falar em Kürsch, como ele está cantando bem, apesar da idade. Ele não se poupou e desferiu seus drives habituais, acrescentando sempre aquela dose extra de personalidade em tudo que executa. Excelente, para dizer o mínimo!
Correndo contra o tempo, tendo o relógio como principal adversário, eis que era chegado o momento de viajarmos para o Egito antigo, sob a ótica do Death Metal técnico do Nile. Cara, como eu estava ansioso para vê-lo! Não é de hoje que eu o acompanho e, ter a oportunidade de estar bem perto de Karl Sanders, foi um dos episódios que mais me marcaram na edição 2025 do Bangers Open Air.
“Stelae of Vultures”, “To Strike With Secret Fang” e “Sacrifice Unto Sebek” foram as primeiras, para arrebentar de vez com o pouco de energia que eu ainda tinha. O mais legal e que é um baita diferencial dos americanos é que, a sua front line, composta pelo já citado Sanders e pelos não menos importantes Dan Vadim Von (baixista) e Zach Jeter (guitarrista), alternava as linhas de vozes para deixar o seu Death Metal mais complexo e interessante. E foi dentro desta perspectiva que “Vile Nilotic Rites” e “In the Name of Amun” exaltaram os ânimos ao convidativo headbanging. Tenho que admitir que o Nile não ostenta a mesma popularidade do Vader por aqui, mas acredito que tal conjuntura poderá mudar muito em breve, diante do que presenciamos no Bangers Open Air 2025.
“Sarcophagus”, “Lashed to the Slave Stick” e “Black Seeds of Vengeance” foram as últimas, antes da sua despedida com a “outro” “Kheftiu Asar Butchiu”. Naquele momento, uma sensação agridoce começou a ser predominante neste que vos escreve. Ao mesmo tempo que amei tudo que presenciei com o Nile, no Waves Stage a Maestrick estava lançando o seu terceiro álbum, “Espresso della Vita: Lunare”, gerando uma gigantesca frustração pela nossa perda. Não poder acompanhar o carismático vocalista Fábio Caldeira foi algo muito sentido, não apenas por mim, mas por toda a equipe da The Ghost Writer Magazine.
E foi com esse gosto amargo que continuamos a nossa jornada metálica, indo de encontro à segunda metade do show do W.A.S.P., que estava chocando parcialmente com o próprio Nile. Chegando ao Ice Stage, era notável o grande público que lá estava para reverenciar a longeva história de Blackie Lawless. Eu tenho que admitir que nunca dei muita bola para a banda, mas não dá para negar a sua inquestionável qualidade e, principalmente, a sua importância na cena.
O telão foi muito usado durante o set com diversas cenas de videoclipes antigos, para que todos estivessem sempre cientes da relevância histórica do quarteto. “The Real Me”, versão da clássica do The Who, precedeu um emocionado discurso do baterista Aquiles Priester (ex-Angra, Hangar), que já está há algum tempo prestando seus serviços ao W.A.S.P.. Legal demais ver o cara ocupando esse posto e, honrando toda uma classe de músicos brasileiros que sonham em trilhar o mesmo caminho! Inspirador!
“Forever Free” emendada com “The Headless Children”, “Wild Child” e “Blind in Texas” serviram como últimos atos, de uma apresentação extremamente positiva, e que me fez querer conhecer mais a fundo toda a discografia do grupo. Posso até não virar fã inveterado daí por diante, mas ao menos buscarei entender os motivos pelos quais levaram o W.A.S.P. a ser tão respeitado. Enquanto isso, a brasileira Warshipper se apresentava no Waves Stage, levando o seu Death Metal em suporte ao álbum “Essential Morphine”. Não tivemos mais informações sobre a sua performance, infelizmente.
Logo ao lado do W.A.S.P., uma enorme equipe de roadies estava empenhada em montar todo o palco do Avantasia, que prometia ser um dos mais belos e completos já expostos, englobando tanto o Bangers Open Air quanto as duas edições do Summer Breeze Brasil. O leve atraso que isso acarretou nos levou ao Destruction no Sun Stage, demaneira providencial. Até pensamos em priorizar a íntegra do Avantasia por já termos visto os alemães em outras oportunidades, mas a confirmação do set especial contando com o “Infernal Overkill” (1985) inteiro, nos fez mudar de ideia!
Perdemos o comecinho do Destruction, mas o que veio depois fez todo nosso translado valer a pena. Conseguimos presenciar boa parte do “Infernal Overkill”, com destaques para “The Ritual” e “Black Death”, que não eram executadas há muitos e muitos anos! Contando agora com um quarteto formado por Schmier (baixo e voz), Damir Eskić (guitarra), Martin Furia (guitarra) e o experiente baterista Randy Black (ex-Annihilator, Primal Fear, W.A.S.P.), o Destruction foi responsável por uma das atuações mais violentas de todo o festival. Peso, velocidade, técnica e uma homenagem mais do que justa para um dos discos mais importantes do Thrash Metal mundial.
Schmier é aquele tanque de guerra de sempre! Berra o tempo todo, agita o tempo todo e transita por todo o palco. Como o Destruction coloca três microfones bem posicionados, o permite cantar onde bem entender e quando bem quiser. Acho que a palavra que mais define o que vi foi “intensidade”! “Bestial Invasion” e “Thrash Attack” foram ótimos exemplos, já que em ambas foi possível ter a noção exata do quanto esse time está entrosado, não nos fazendo sentir a mínima falta de formações antigas. Matador!
Foi com imensa revolta que acabamos abandonando o Destruction pelo meio, mas o dever nos chamava, pois o Avantasia já estava, à passos largos, promovendo o encerramento do maior festival de Hard/Metal que este país já viu! Em tempo, talvez, o horário mais injusto tenha sido dado para a paulista The Heathen Scÿthe. Ela foi incumbida de encerrar o Waves Stage com o seu Modern Metal, ao mesmo tempo que o Avantasia carregava uma verdadeira legião de fãs para o Hot Stage. Uma pena, pois a turma liderada pelo vocalista Da’at merecia mais visibilidade do que acabou recebendo.
O nosso status já era de total esgotamento físico, então optamos por assistir ao Avantasia um pouco mais de longe. Quando nos deparamos com o vistoso palco, a banda já estava na quinta, “Dying for an Angel”, com a presença de Eric Martin (Mr. Big). Não tem como negar que Tobias Sammet encontrou a fórmula perfeita, para manter o Power Metal nas maiores vitrines do mercado. Ao promover tais encontros, dentro do dito formato de Metal Opera, acaba abraçando fãs de diversas vertentes, todos unidos em prol da música.
Eric Martin se manteve no palco quando Tobias anunciou a adição de Ronnie Atkins (Pretty Maids), para juntos apresentarem “Twisted Mind” de “The Scarecrow” (2008). A voz de Ronnie assemelha-se muito com a do norueguês Jorn Lande (ex-Masterplan), deixando a versão ao vivo bem próxima do que foi gravado em estúdio. O cantor dinamarquês ainda esteve presente em “The Scarecrow”, momentos antes da entrada do simpático Jeff Scott Soto para participar de “Shelter from the Rain”. Incrível como ele é querido no nosso país, tamanha a reação fervorosa dos sobreviventes que superlotavam o show.
Outro destaque ficou para a linda balada “Farewell”, que contou com a cantora Chiara Tricarico (Moonlight Haze). Detentora de um timbre suave e de alto alcance, seu dueto com Tobias causou arrepios até aos mais insensíveis. Antes do encore, Ronnie Atkins retornou para “Let the Storm Descend Upon You” e, sempre que o mencionado senhor aparecia, roubava todas as atenções para si. Apenas dois dias depois do show da Pretty Maids ele estava ali, se mantendo altivo e demonstrando que a sua experiência era imprescindível para o sucesso do espetáculo como um todo!
O super hit “Lost in Space”, após um breve intervalo, colocou todos para cantar em uníssono, algo surreal naquela altura, com a massa completamente exaurida! E a dobradinha “Sign of the Cross/The Seven Angels”, com todos os convidados no palco, foi o final mais do que merecido para um evento que veio para se tornar fixo na nossa agenda. Com uma participação grandiosa, carregada de pirotecnia, efeitos visuais e uma cenografia digna do gênero Metal Opera, o Avantasia finalizou o Bangers Open Air já sinalizando que em 2026 tem muito mais.
Avantasia Setlist:
01. Creepshow
02. Reach Out for the Light
03. The Witch
04. Devil in the Belfry
05. Dying for an Angel
06. Twisted Mind
07. Avalon
08. The Scarecrow
09. The Toy Master
10. Shelter from the Rain
11. Farewell
12. Let the Storm Descend Upon You
13. Death is Just a Feeling
14. Lost in Space
15. Sign of the Cross/The Seven Angels
Destruction Setlist:
01. Invincible Force
02. Death Trap
03. The Ritual
04. Tormentor
05. Bestial Invasion
06. Thrash Attack
07. Antichrist
08. Black Death
09. Curse the Gods
10. Total Desaster
11. Nailed to the Cross
12. Mad Butcher
13. Destruction
14. Thrash ‘Til Death
W.A.S.P. Setlist:
01. The End (Intro, The Doors cover)
02. W.A.S.P. Medley Remix (Intro 2)
03. I Wanna Be Somebody
04. L.O.V.E. Machine
05. The Flame
06. B.A.D.
07. School Daze
08. Hellion
09. Sleeping (In the Fire)
10. On Your Knees
11. Tormentor
12. The Torture Never Stops
13. The Real Me (The Who cover)
14. Forever Free/The Headless Children
15. Wild Child
16. Blind in Texas
Nile Setlist:
01. Stelae of Vultures
02. To Strike With Secret Fang
03. Sacrifice Unto Sebek
04. Defiling the Gates of Ishtar
05. Vile Nilotic Rites
06. In the Name of Amun
07. Kafir!
08. Sarcophagus
09. Lashed to the Slave Stick
10. Black Seeds of Vengeance
11. Kheftiu Asar Butchiu (Outro)
Blind Guardian Setlist:
01. Imaginations From the Other Side
02. Blood of the Elves
03. Mordred’s Song
04. Violent Shadows
05. Into the Storm
06. Tanelorn (Into the Void)
07. Bright Eyes
08. Time Stands Still (At the Iron Hill)
09. And the Story Ends
10. The Bard’s Song – In the Forest
11. Mirror Mirror
12. Valhalla
Kerry King Setlist:
01. Diablo (Intro)
02. Where I Reign
03. Rage
04. Trophies of the Tyrant
05. Residue
06. Two Fists
07. Idle Hands
08. Disciple (Slayer cover)
09. Killers (Iron Maiden cover)
10. Shrapnel
11. Raining Blood (Slayer cover)
12. Black Magic (Slayer cover)
13. From Hell I Rise
Kamelot Setlist:
01. Phantom Divine (Shadow Empire)
02. Rule the World
03. Opus of the Night (Ghost Requiem)
04. Insomnia
05. Sacrimony (Angel of Afterlife)
06. The Human Stain
07. Center of the Universe
08. New Babylon
09. Forever
10. March of Mephisto
Vader Setlist:
01. Wings
02. The One Made of Dreams
03. Silent Empire
04. Sothis
05. Black to the Blind
06. Carnal
07. Dark Age
08. Cold Demons
09. Go to Hell
10. Triumph of Death
11. Unbending
12. Helleluyah!!! (God is Dead)
13. This Is the War
14. Lead Us!!!
Paradise Lost Setlist:
01. Enchantment
02. Forsaken
03. Pity the Sadness
04. Faith Divides Us – Death Unites Us
05. Eternal
06. One Second
07. The Enemy
08. As I Die
09. Smalltown Boy (Bronski Beat cover)
10. The Last Time
11. No Hope in Sight
12. Say Just Words
Lord of the Lost Setlist:
01. The Curtain Falls
02. The Future of a Past Life
03. Loreley
04. Destruction Manual
05. For They Know Not What They Do
06. Raining Stars
07. Six Feet Underground
08. Born With a Broken Heart
09. Live Today
10. Die Tomorrow
11. Drag Me to Hell
12. We’re All Created Evil
13. Blood & Glitter
Beyond the Black Setlist:
01. In the Shadows
02. Hallelujah
03. Songs of Love and Death
04. Wounded Healer
05. Reincarnation
06. Heart of the Hurricane
07. Is There Anybody Out There?
08. When Angels Fall
09. Lost in Forever
10. Shine and Shade
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