MONOLITH: banda de Mike Mangini lança novo single “Starchild”
Postado em 23/01/2026


MONOLITH, trio formado pelo ex-baterista do Dream Theater, Mike Mangini, ao lado de Hernán “Motley” Rodríguez (baixo e vocais) e Andy Barrow (guitarras e vocais), acaba de divulgar o videoclipe animado oficial de seu mais recente single, “Starchild”. O clipe, dirigido pelo próprio Rodríguez, com animação assinada por Carlo Cassani, aprofunda o universo conceitual que vem sendo desenvolvido desde as primeiras divulgações do projeto e já está disponível para o público.

A narrativa do MONOLITH começou a ser apresentada no ano passado, com o lançamento dos três primeiros singles: “Oligarchs”, “Mother Martyr” e “Gooru”. Em dezembro de 2025, o trio deu sequência à proposta com a divulgação de “Farmer”, ampliando o arco conceitual que conecta as composições e reforçando a identidade artística do projeto desde seus primeiros passos.

O impacto inicial do MONOLITH foi imediato. No início de 2025, o anúncio de “Oligarchs” surpreendeu a cena internacional, principalmente pela confirmação de Mike Mangini como integrante do novo trabalho liderado por Rodríguez e Barrow. A notícia marcou a primeira participação do baterista em uma banda após sua saída do Dream Theater. O videoclipe de estreia rapidamente chamou atenção e já ultrapassa a marca de 400 mil visualizações, enquanto “Mother Martyr” consolidou o alcance do trio, superando 480 mil views e ampliando a base de fãs ao redor do mundo.

Musicalmente, o MONOLITH se apresenta como uma proposta dinâmica e difícil de rotular, combinando influências que transitam entre o Rock, o Metal e ritmos latinos. O projeto nasceu da união de profissionais experientes da indústria, como Rodríguez, Barrow e o produtor Gabo Sanoja, movidos pela intenção de criar algo inovador e expressivo. A entrada de Mangini completou o trio, adicionando uma força percussiva reconhecida mundialmente e ajudando a moldar as primeiras estruturas sonoras do grupo. O resultado é um trabalho colaborativo que busca romper limites e estabelecer uma conexão direta e significativa com a audiência.

Antes do MONOLITH, Mangini lançou seu álbum solo de estreia, “Invisible Signs”, em novembro de 2023. O registro contou com participações de Tony Dickinson no baixo, Ivan Keller na guitarra, Gus G. (Firewind, Ozzy Osbourne) na guitarra solo e Jen Majura, ex-Evanescence, nos vocais. O lançamento reforçou a versatilidade do baterista fora de contextos coletivos consagrados.

A trajetória de Mangini ganhou projeção global quando ele ingressou no Dream Theater, no fim de 2010, após uma audição amplamente divulgada que sucedeu a saída de Mike Portnoy, um dos fundadores da banda. O processo, que durou três dias e foi documentado no reality show “The Spirit Carries On”, colocou Mangini à frente de nomes como Marco Minnemann, Virgil Donati, Aquiles Priester, Thomas Lang, Peter Wildoer e Derek Roddy. Antes disso, ele já havia construído reputação no Hard Rock ao tocar com o Extreme, nos anos 1990, e ao integrar a banda de Steve Vai a partir de 1996. Anos depois, assumiu também uma posição como professor em tempo integral na Berklee College of Music.

Em entrevistas recentes, Mangini comentou com serenidade sobre a decisão do Dream Theater de trazer Portnoy de volta, em outubro de 2023. Segundo o vocalista James LaBrie, o baterista reagiu de forma profissional e elegante, compreendendo o peso histórico da decisão. O próprio Mangini afirmou, em diferentes conversas com a imprensa, que recebeu a notícia de forma imediata e natural, sem ressentimentos, encarando o episódio como parte do fluxo normal de sua trajetória. Para ele, a mudança abriu espaço para focar em projetos pessoais, ensino, produção de conteúdo e novas frentes criativas.

Ao avaliar sua saída, Mangini destacou que prefere não alimentar especulações e respeita decisões coletivas. Em entrevistas à SiriusXM e a Eddie Trunk, reforçou que vê o episódio de forma positiva e como parte de um ciclo que se encerrou de maneira saudável. Aos 62 anos, o baterista reconhece as conquistas e os desafios de sua carreira, ressaltando, acima de tudo, a importância das relações humanas e do respeito construído ao longo do caminho. Esse equilíbrio entre passado, presente e futuro ajuda a entender por que o MONOLITH surge não como um projeto circunstancial, mas como um novo capítulo consistente e consciente na trajetória de um artista que segue em movimento.

 
Categoria/Category: News

TOP